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A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assassinos
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Resenhas [29]
AGO/2004 - SITE ROQUENROW
http://www.roquenrou.com.br
Diferente de uma porrada de bandas que vimos por aí, os meninos da banda 1853 usam e abusam do lema que realmente deveria ser usado por todas as outras bandas desse planeta: DIVERSÃO. Pois é, eles se resumem a isso (cerveja, mulher e roquenrou). O 1853 é uma banda descontraída, mas muito bem resolvida no quesito roquenrou, porque apesar de toda essa irreverência eles fazem um som bacana sem ser taxativo e muito menos cansativo.
Sabe aqueles festivais de rádio FM? Que só trazem bandinhas com nomes de desenho animado, nomes de time de futebol e garotos propaganda de refrigerantes?? Porque não dar oportunidade para bandas que têm talento? Mesmo com todas essas dificuldades a banda 1853 devagarinho vai conseguindo seu espaço sem precisar passar por cima de ninguém, nem mesmo apelar pra conseguir espaço na mídia. Provavelmente você conhece as bandas Motley Crue e Kiss. Não que o 1853 seja uma banda rotulada, muito pelo contrário, tem um som já definido "roquenrou", mas as influências sempre são bem vindas, e de testa sentirá toques dessas bandas que eu citei. É rockão de primeira.
Tanto que depois de tanta correria eles conseguiram lançar o ótimo álbum "A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assassinos". Só pelo nome você já percebe a descontração. Mais uma vez eu só tenho que afirmar que a banda 1853 faz um rockão de primeira linha. Dei a deixa agora, é com vocês.
Destaque para as músicas "Superstições" e "Rockdelia". A banda é formada por: Ale Frata (bateria), Fabio Koolu (voz e guitarra), Bio Fonseca (voz e baixo) e Tatá Pellegrini (guitarra).
30*8*2004
Paulo Roberto
Editor do fanzine Stereo Rock Club
MAI/2004 - REVISTA PLAYBOY - O NOVO SOM DE PLAYBOY
www.playboy.com.br
O nome do CD do quarteto paulistano é quilométrico. A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assassinos Mas sobra um espaço para dizer que o 1853 manda bem no rock sem firulas. Legitima banda de bar, no melhor sentido, para se ouvir muito alto.
JAN/2004 - REVISTA COMANDO ROCK - INDEPENDENTES ... POR ENQUANTO
www.comandorock.net
O grupo 1853 surgiu em 95 na cidade de Santo André (SP). A banda faz rock n'roll despojado, influenciado por Raul Seixas e Velhas Virgens. Em 2001, o quarteto lançou o disco de estréia, A verdadeira história... O trabalho traz 13 músicas e as melhores faixas são "Dr. Rock'n'Roll" e "Eros Perfeito". Uma boa pedida para quem quer se divertir! (A.R.J)
JUL/2003 - SITE CONGA CONGA CONGA - DEMOS E GOSTAMOS
www.elevador.org/congacongaconga
Não sei como esse cd foi parar lá em casa, mais precisamente, na casa da minha mãe. Sei que "A verdadeira História de Melvin Bell e Seus Animais Assassinos", do grupo 1853, é bom pra cacete.
A capa é totalmente psycho, e o grupo andou dando entrevistas em sites de hard rock. Aliás, capa, encarte, produção do cd, tudo muito profissa. Coisa de quem ama o que faz, e se dedica.
Ouvindo, e comentando com uma amiga, ouvi a clássica pergunta:
"É tipo o quê?"
Há bandas que não dá pra rotular dentro do gênero "Rock". Não é "punk", nem "rockabilly", nem "metal". É ROCK, porra, tão simples e tão difícil de definir. Algo como Lynyrd Skynyrd, Motley Crue ou Kiss, pesado com melodias cantáveis, em português, com letras inteligentes - alguns vocais ainda pueris, com voz de menino novo, mas ei, "Killing in the name of..", do RATM, é cantado por uma CRIANÇA e é hino de toda uma geração de bandas cover...
Voltando ao 1853, o lema da banda, escrito no encarte do cd, é "Deus abençoe a cerveja, a mulher e o rock'n'roll" (ou algo assim, estou no trabalho e não trouxe o cd). Por aí você vê qual é a dos caras. É BOA. Rock deveria se resumir a isso, a diversão. Tem futuro. Se no cd algumas vozes me incomodaram um pouco mas mesmo assim achei o som do caralho, imagino como deve ser um show dos caras. Imagino eles tocando em Penedo no festival das Motocas. Imagino os caras daqui a 25 anos, um monte de roqueiro velho barrigudo com milhões de histórias pra contar. E uma das melhores histórias, sem dúvidas, seria algo como "quando eu tinha a tua idade, eu tinha uma banda de ROCK de verdade".
JUN/2003 - SITE METALEROS (Alemanha)
www.metaleros.de
1853 é uma banda de Hard Rock de São Paulo, uma das poucas que ainda canta em português! Eles não tocam o adocicado Hard Rock comercial, mas música que tem gosto de suor, cerveja, rock´n´roll e mulher! São sobre estes temas que eles escrevem suas letras e tocam em bares de sua cidade natal! A banda foi fundada em 1995, e o nome foi escolhido em homenagem a data da primeira cerveja produzida no Brasil! Em 1997 eles lançaram seu primeiro demo e no mesmo ano uma de suas músicas apareceu em uma coletânea. Eles fizeram muitos shows e finalmente em 2001 eles conseguiram lançar seu primeiro álbum, que deve ser um dos maiores e mais estranhos títulos da história! A música tende mais para o rock´n´roll, este talvez não seja o tipo de música para a média dos leitores desta página! Mas para quem curte Hard Rock e gosta de diversidades será bastante divertido ouvi-los!
ABR/2003 - SITE CHOOSE YOUR SIDE
www.cyszine.com
Se você gosta de Roquenrou à lá "Brazuca", você precisa se esbaldar com o som dos garotos do 1853. Formada por Alê Frata (bt/v), Tatá Pellegrini (g/v), Fábio Koolu (v/g) e Bio Fonseca (v/b), a banda lançou seu primeiro álbum "full-lenght" trazendo 13 faixas.
Esse disco trás, pelo menos, 4 futuros clássicos do Rock'N'Roll nacional, a saber, "Dr. Rock And Roll" (com uma bela citação q/ nos remete ao belíssimo grupo das antigas DR.FEELGOOD), "Eros Perfeito" (c/ participação de Pit "VIPER"Passarell nos vocais), "Superstição" e "Rockdelia" c/ uma letra e tanto!
Aliás, letras boas não faltam nesse disco. Destaques mais do que óbvios, ficam p/ a arte da capa trazendo um palhaço com ares maníacos ( Melvin Bell) e um gato numa das mãos e um cão na outra (seus Animais Assassinos) e para os "classificados" na contra-capa q/ valem a pena serem lidos com atenção. Genial! (ALEXANDRE-WILDSHARK)
Nota:85
MAR/2003 - SITE HUMELETRÔNICO
www.humeletronico.com
A música do 1853 me lembra bastante o som de bandas como velhas virgens e made in brazil porém com umas guitarras numa linha um pouco mais pesada. Imagino que Kiss também deve ter exercido uma grande influência que pode ser sentida logo no hit da banda denominado "Dr. Rock´n´roll" que tem aquele estilo em que todos cantam seu refrão num coro único, remetendo assim as grandes festas de rock do imaginário popular.
Sem querer cair na comparação exacerbada não posso deixar de passar a impressão que tive dos vocais semelhantes ao Marcelo Nova na luta pelo estilo do rock brasil.
"...E Deus abençoe a mulher, a cerveja e o rock´n´ roll." Pelo mote da banda você já pode imaginar o que espera, 13 músicas regadas a espíritos em constante intimidade com as bases de diversão e quebra de padrões de uma época. A postura rock´n´roll tradicional marca a banda assim como em continuidade suas canções.
O título do álbum não é explicado porém há uma espécie de classificados atrás do cd onde é oferecido um show do tal melvin e seus animais assassinos assim como serviços de acompanhantes e bizarrices como o anúncio em que é proposto trocar uma fantasia do chaves e uma geleca por fitas do atari ou roupas do falcon...
O som do 1853, rock´n´roll é regado a mulher, futebol e bebidas, para aqueles que ainda acreditam em raízes. (Alex Luiz)
FEV/2003 - SITE METALVOX
www.metalvox.com.br
Puta que pariu!!!! Êta bandinha boa!! Rock N’ Roll que flerta descaradamente com Hard Rock resultando em audições pá lá de prazerosas - mesmo com esse nome estranho, na verdade um número. Os paulistanos são escolados, já que tocaram pra caramba em palcos paulistanos. Produção de qualidade em todos os quesitos: encarte, capa, site, composição, gravação, letras e masterização. Em suma, o 1853 é du carvalho!!! Ah, o legal é que o idioma aqui utilizado é o veio e bom português, que facilita a compreensão das letras pra lá de escrachadas – não é rockzinho engraçadinho ok?! Passe um e-mail pros caras, acesse a página baixe um mp3 e confira o que afirmei aqui. www.1853.net (JA - 19/02/2003)
NOTA: 8.5
AGO/2002 - REVISTA MUSIC ALL - ANO 1 / Nº 4 - NA LUTA
O grupo foi formado há 7 anos e, mesmo antes de gravar, já fazia turnês por bares e casas de shows paulistanas. O primeiro trabalho da banda tem o curioso nome de "A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assassinos" e foi lançado apenas em 2001.
O grupo traz uma música com a proposta de entreter o público, com pitadas de humor. Aborda em suas letras temas como futebol, mulher, experiências reais e imaginárias. As letras parecem ter sido escolhidas a partir de uma divertida seleção de conversas de bar. Resgatam o espírito rock de se divertir, sem revoltas forçadas. As canções estão bem abastecidas de solos e riffs de guitarra.
Com um som que puxa para o hard rock e faixas heavy-metal, a banda demonstra peso nas bateriasem faixas como "Sem Nome" e "Rockdelia". Há de se destacar também a boa utilização de vocais presente em "Rockdelia" e "Dr. Rock'n'Roll", música de refrão bem marcado.
A parte gráfica do CDé um capítulo a parte. Com uma capa chamativa e o verso feito em forma de classificados de jornal, o grupo brinca com o misterioso personagem Melvin Bell que novamente retomedo em músicas do CD.
Fazendo um som brasileiro de qualidade, o 1853 traz músicas empolgantes com um som que mescla o hard rock setentista com a linha de rock brasileiro anos 80.
E não esquecem do espírito de diversão:
"... e Deus abençoe a cerveja, a mulher e o Rock'n'Roll"
JUL/2002 - REVISTA TATUAGEM - Nº 24
Nesse 1º disco da banda 1853, o rock'n'roll come solto em 11 composições próprias. Devidamente inspirados em mestre do hardrock, como Aerosmith, Kiss e outros, o grupo promete levantar a bandeira do rock nacional.
Destaques: Dr. Rock'n'Roll, Sem Nome e Futebol.
JUN/2002 - FANZINE METAL TOTAL - ANO ? / Nº 4
O Cd do 1853 já causa uma boa impressão logo de cara, pois a apresentação gráfica é bem bacana. O som apresentado pelo grupo é um rock divertido com letras em português que versam sobre futebol, mulheres, cerveja e rock'n'roll. A produção é legalzinha, mas passa longe da perfeição, o que na verdade nem acaba comprometendo muito o resultado final. Superstições tem uma letra diferente e uma levada bem legal, enquanto Sereia é bem mais calma, mas o destaque vai para a faixa Futebol. Pelo nome você pode achar que é uma música bem festiva, mas na verdade ela contém protestos contra aqueles que governam nosso país e estão pouco se fodendo com o povo. Para quem curte rock n'roll bem feito cantado em português, o 1853 é uma boa pedida. Não é o disco que vai mudar o mundo, mas garante a diversão da galera. (GG)
Nota: 7,0
MAI/2002 - SITE TARTAREAN DESIRE (Suécia)
www.tartareandesire.net
"I could bet you a thousand dollars that you couldn´t guess why this band is called 1853. The reason is, believe it or not, that in 1853 the first Brasilian beer was officially released. Just as if this wasn´t enough they have named the first song of their album "18" and the final one "53". I can´t help but like these guys and you may not be surprised when I tell you that they first met in a bar in 1995 and decided to form the band. The music they perform is apparently a mixture of heavy rock´n´roll and Brasilian popular music. Unfortunatly it is a little too soft and insipid to reach my heart but they are nevertheless good musicians. I personally haven´t had much interest for the rock scene but if Aerosmith is your kind of thing you may very well enjoy this album. It is always nice to hear that people aren´t afraid of mixing more classic influences with the sound of their own localmusic scenes and this is something that 1853 does fairy well. Most of the lyric are also written in Portuguese. This I appreciate and this is real nice to listen to if you wish to do something else meanwhile such as talk to your friends our study for exams. The production is good and the music is well performed but it just isn´t my cup of tea (I don´t drink tea either…). Stand-out tracks: "Sem Nome"." (5.5/10)
May, 30, 2002 - Vincent Eldefors, editor of Tartarean Desire Website
tartareandesire@yahoo.com
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Tradução
Eu apostaria mil dólares com você que você não iria conseguir adivinhar porque esta banda se chama 1853. A razão é, acredite ou não, que em 1853 foi lançada oficialmente a primeira cerveja brasileira. Como se não bastasse isso eles ainda nomearam a faixa de abertura "18" e a de encerramento "53". Eu não sei porque, mas eu gosto destes caras, você não vai ficar surpreso, quando eu lhe disser que eles se conheceram em um bar em 1995 e decidiram formar a banda. A música que eles fazem é um mistura de rock´n´roll pesado e Música Popular Brasileira. Infelizmente é muito leve e não consegue tocar meu coração, mas, de forma alguma, eles deixam de ser bons músicos. Eu particularmente não tenho interesse pela cena de rock, mas se Aerosmith é o tipo de som, você irá curtir muito este álbum. Sempre é bom ouvir pessoas que não tem medo de misturar influências clássicas à sua cena de música local e isso é algo que o 1853, faz muito bem. As letras são escritas em português. E isso é algo que eu aprecio, além de ser muito bom para deixar como som ambiente, quando você está conversando com amigos ou estudando para provas. A produção é boa e a música é muito bem tocada, apenas não é meu tipo de chá predileto (Aliás eu não bebo chá...). Destaques: "Sem Nome" (5.5/10)
Vicent Eldfors - Editor do Tartarean Desire.
Tradução: Fábio Koolu
MAR ABR/2002 - REVISTA VALHALLA ANO ? / Nº 14
www.valhalla.com.br
Que gostoso ouvir uma banda com uma identidadde própria e ao mesmo tempo com várias ótimas influencias, como Barão Vermelho (antigo) e o fantástico Golpe de Estado, de onde pode perceber que tiram toda sua inspiração. O vocalista Ale Frata possui fortes influências do nosso amigo, o louco, Catalau. Bio Fonseca se destaca em todo o CD com sua linha de baixo que não se limita a apenas acompanhar as músicas, e também solo, sempre que possível. Todas as composições são ótimas e com uma produção exemplar (que serve de exemplo para muitas bandas). Compre sem medo pois a satisfação na audição de um bom Rock Nacional, e mostrando como deve ser feito, está garantida. (MEM)
MAI/2002 - SITE FUSÃO DO ROCK
www.fusaorock.hpg.com.br
Quem conheceu o som de bandas nacionais como Casa das Máquinas nos anos 70, Golpe de Estado e Barão Vermelho anos 80, vai se identificar muito com o som da 1853, pois é Rock'n'Roll puro e de prima!!!!!!!! No ano passado eles lançaram o primeiro CD chamado "A VERDADEIRA HISTÓRIA DE MELVIN BELL E SEUS ANIMAIS ASSASSINOS" que traz faixas como "Dr. Rock n´Roll" como o próprio nome diz é Rock daqueles dos bons. A banda fez um excelente trabalho de divulgação desse Cd, saindo em resenhas de várias revistas especializadas, como por exemplo a da MTV. Fizeram também alguns shows de lançamento e inauguraram o site oficial da banda, o qual está abarrotado de informações, então confira, e conheça mais da 1853.
FEV/2002 - SITE SÓ RESENHAS
www.soresenhas.cjb.net
Inteligência e criatividade não falta para este quarteto. Eles calcam o som em cima do bom e velho Rock'n Roll com pitadinhas do blues, como fazem bandas como Made in Brazil, Boca Roxa, Velhas Virgens, etc. Mas na minha opinião o 1853 ganha dessas outras exelentes bandas em alguns quesitos, ele é melhor tocado e melhor composto, sem desmerecer qualquer outra banda, mas gostei bastante do trabalho do 1853 que é bem atual e moderno, nota 10 para essa galera. Destaque para os sons "Futebol" que tem a letra bem bacana e para "Dr.Rock'n´Roll" que já fala por si só.
FEV/2002 - SITE INSANO www.insano.com.br
Rock'n Roll de primeira com um toque de Blues! Lembra Velhas Virgens e Camisa de Vênus! Ouça as mp3 em discografia, o site é feito em Flash e é realmente muito bom e completíssimo!!!
JAN/FEV 2002 - FANZINE MEGAROCK ANO 7 / Nº 28
O hard rock apresentado pelo grupo neste trabalho é muito competente, possui o peso e o feeling característico do estilo, soa forte e possui arranjos elaborados. A parte gráfica é curiosa, a começar pela excêntrica foto da capa, e também pelo fato do encarte abrir no sentido vertical, mas a diagramaçaõ é bem feita. A produção de uma maneira geral é além das expectativas, e o grupo conseguiu ótimos resultados. Formação: Alê Frata (Bt), Bio Fonseca (Vc/BX), Fábio Koolu (Vc/Gt) e Tatá Pellegrini (Gt).
JAN/2002 - REVISTA METAL HEAD www.metalhead.com.br
O grupo lança o primeiro CD. O nome é enooorme e a capa é uma verdadeira obra de arte, com cores muito bem sacadas. O som é puro rock'n'roll, com letras em português, e treze faixas. Podemos citar "Dr. Rock'n'Roll", "Pra lá e Bagdad" e "Eros Perfeito". A banda conta com Ale Frata na bateria, Bio FOnseca no baixo e vocal, Fábio Koolu na guitarra e voz e Tatá Pellegrini na guitarra. Muita sorte ao 1853! (AT)
JAN/2002 REVISTA MTV Nº 11 - LANÇAMENTOS DO VERÃO www.mtv.com.br
Na estréia, a banda paulista passa pelo Golpe de Estado e os bons tempos do Barão Vermelho. Só que mais pesados. Arranjos caprichados, vocais trabalhados e até violinos (na radiofônica Sereia). Puro rock brasilis bombando em Superstições e Rockdelia.
DEZ/2001 - SITE HARD TIMES
www.hardtimes.cjb.net
Estilo: Hard Rock em português/rock'n'roll
A capa: Ao se deparar com a capa do albúm, é impossível ficar indiferente,o primeiro cd do 1853 tem simplesmente uma das capas mais legais já produzidas no Brasil, junto com o título do disco , "A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assassinos", chama muito a atenção e causa uma certa curiosidade sobre quem seria esse tal de Melvin Bell. A contra capa é igualmente interessante, simulando uma seção de classificados de um jornal, com muito bom humor, onde se descobre mais sobre o figuraça Melvin Bell e se vê também, lista de faixas, foto da banda e informações do line up,produtor, ou seja , na contracapa do albúm os caras colocaram mais informação do que muita banda põe no encarte inteiro. Atenção bandas, comprem esse CD como referencial de apresentação!
Capa:Tools & Latero.
Produtor: Zé Luiz "Heavy"
Resumindo Avaliação: 100 de 100 pra capa, bonita, divertida, intrigante, e bem rock n'roll.
O encarte: O encarte é caprichado, com letras, 19 fotos da banda, ao vivo, em casa, etc, agradecimentos, ficha técnica, lista de participações especiais, endorses, etc, assim como a capa, trabalho digno de gravadora major, embora independente, Basicamente tem tudo o que a gente espera que tenha num encarte e um pouco mais, bem ao contrário do encarte do último do Poison, que não tem absolutamente nada (ou quase) dentro... Avaliação: 100 de 100, Rikki Rocket, por favor tome notas!
Line up: Bio Fonseca - baixo/vocais | Fábio Koolu - guitarra/vocais | Tatá Pellegrini - guitarra/ backings | Ale Frata - bateria
As músicas: O release da banda propõe que ele fazem um misto de Aerosmith com Rita Lee com Enuff Znuff com Barão Vermelho. E é exatamente assim que o 1853 soa no disco, uma mistura de rock nacional em português na linha Camisa de Vênus, Velhas Virgens, Casa das máquinas, com Mötley Crüe, Great White, LA Guns, Quiet Riot e outros. O resultado é um rock em português anos luz superior aos queridinhos dos "revoltados de condominio" como Charlie Brow Jr. e Raimundos, que vai muito na linha dos Velhas Virgens, só que com letras mais inspiradas e menos "putonas". O bom humor nas letras é muito bem vindo e os temas vão na linha rock n'roll life style , passando por temas mais sentimentais e mulher, cerveja, futebol e rock n'roll.
O resultado é um CD altamente rock n' roll, com algumas faixas que poderiam tranquilamente substituir (com mais qualidade) os hits de rock nacional das FMs atualmente. Várias faixas são realmente empolgantes e os riffs, batidas e refrões são puro hard rock, tanto setentista ( a lá Led, Dee Purple,Frampton) quanto da "era heavy metal" (Enuff, Mötley). A produção não está 100%, ficou faltando um pouco de "punch" em alguns momentos, mas de maneira alguma ficou ruim.
Resumindo: um cd de hard rock em português, cheio de referencias de bom gosto, que vai fazer alegria de bangers , farofeiros e rockers em geral. E vai fazer você lembrar que rock foi feito pra se divertir. Importante, se vc odeia rock em português, fique longe, pq o album todo é em portugues.
Avaliação: 80 de 100 Recomendado
Destaques: Dr. Rock n' Roll, Futebol, Eros perfeito.
Conheça e compre o albúm do 1853 no site oficial: www.1853.net Você paga por depósito bancario e o cd vem pelo correio em envelope bolha...cool
Faixa a faixa:
01- 18: Introdução a lá filme trash, tipo radionovela: um cara de uns 20 anos perguntando do palhaço que não chega, uma menina de uns 16 fala "Sei não pai..." , o cara foi pai ao 4 anos!! bem legal essa intro, o Melvin da capa chega na festa eaté fala com os convidados!
02- Dr. Rock n'Roll: Rock festeirão, puxado pro hard, com um riff grudentão e refrão bem marcado, o solo é bem legal, total hardera. Ao vivo deve ser um barato. nota 9
03-Eros perfeito: O ínico é bem heavy crú, depois entra um riff bacana e um vocal bem agressivo, os vocais de fundo são animais e o baixo dá um show a parte. Essa é bem pesada e a letra é legal. O peso da batera/baixo/guitarra é animal !!nota 8
04-Superstições: A intro dessa é tipo um diálogo de bar, meio "papo de bebado". A levada é boa, rock n'roll mas o destaque é a letra muito bem bolada, com o vocal ( Koolu ou Bio?) falando vários tipos de superstição, estilo, não beber o primeiro gole, passar por baixo de escada. O lançe aqui é mais rock n'roll estilão Casa das Máquinas, um pouquinho de Rita Lee, bem legal. nota 9
05-Sereia: Faixa cheia de groove, mais lentinha, mas não chega a ser balada, lembra um pouco Holy Man do Purple, a levada talvez... Muito interessante também, deve ser legal pra tocar em festa de acampamento, só com o violão, o final tem os backings reforçados e cria um climão. nota 7
06-Sem nome: A letra meio tensa, e a levada pesadona, com a batera em lá em cima, dá um tom meio caótico na faixa, meio Humble Pie. Esses caras são excelentes músicos, deviam fazer um show com o ANGEL HEART, do Rio, ia ser do caralho. A faixa tem seus méritos, vamos em frente. nota 7
07-Futebol: Levada alegrona, a lá Enuff, o vocal lembra Golpe de Estado, a faixa é bem legal, a letra é meio política, fala de desiguadades sociais ( ? ). A levada é bem agressiva. Essa faixa tinha tudo pra estar nas rádios. Simplesmente ótima! nota 10
08- Pra lá de Bagdá: O vocal dessa é meio ... não anda nem desanda, falta alguma coisa, já o refrão é 10 e a faixa tem vários "single candy" como diria Nikki Sixx, tipo, backings bem encaixados, arranjos cool, no fim, uma puta faixa. nota 8,5
09-O que o ^ (índividuo) está fazendo?: Mezzo rock setentista a lá Purple, meio Made in Brazil fase Cornélius.Se você gosta de hard setentista, vai curtir.nota 7
10-O tempo: Meio chatinha essa... nota 5
11-Ovo podre: Instrumental: Muito legal essa faixa, bem heavy / hard , com riffs bem legais. nota 9
12:Rockdelia: Bateria pesadona, faixa de respeito, que como explica a letra, rockdelia é filha do rock com a mpb, mas o lance é bem Whitesnake antigo mesmo, o vocal e os backing vocals são legais. A letra é muito legal também. nota 8
13:Encerramento: Continuação do filme trash do Melvin Bell? umas sirenes, chuva...
Resumindo, um ótimo disco de rock n'roll em português, se você não tem preconceito com música na lingua de Camões, é bem provavel que vá curtir.
DEZ/2001 - SITE HAIR METAL
www.hairmetal.hpg.ig.com.br
Quando recebi o CD, fiquei bastante empolgado com a qualidade do encarte e do CD e ao colocar no CD player não me decepcionei não. Esta banda paulistana apresenta um rock n'roll de altíssima qualidade. Cantado em português, o que na minha opinião não é muito legal para o estilo de som deles.
As músicas são muito bem estruturadas, não são repetitivas, o que faz um CD bastante agradável de se ouvir. Os solos de guitarra são do melhor estilo Joey Perry (Aerosmith), bem rock n'roll puro, com algumas influências das bandas dos anos 60/70.
Tudo é bastante descontraído, nada de letras com assuntos pesados como política e demônios (exceto na faixa Futebol, onde retratam a política nacional com certo humor). É o som certo para o tipo certo de letra, um belo casamento. Destaco as faixas: Dr. Rock N'Roll (que faz até uma alusão do Dr. Feelgood do Mötley Crüe), Eros Perfeito, Superstições (que tem uma letra bem legal), a instrumental Ovo Podre (que mostra todo o potencial da banda) e a Rockdelia, que tem muitas influências do metal pop.
Todos os músicos são muito bons. Fábio Koolu no baixo garante uma base muito bem feita para deixar a guitarra técnica e com feeling de Tatá Pellegrini viajar a vontade. Os vocais de Bio Fonseca são bem encaixados, não tenta imitar ninguém e Ale Frata nas baquetas passa muita segurança, não faz muitas viradas e viradas repetitivas.
O CD foi muito bem produzido por Zé Luiz "Heavy" Carrato.
A Verdadeira História de Melvin Bell e Seus Animais Assassinos é um CD que vale a pena ser ouvido a todos aqueles que gostam de um bom rock n'roll na medida certa, sem exceder para nenhum dos lados, humor e seriedade, tudo na dose certa.
Li em uma entrevista recente que a banda pensa em lançar algum material em inglês...
NOTA: B
NOV/2001 - REVISTA ROADIE CREW ANO 4 / Nº 35 www.roadiecrew.com.br
A banda 1853 (www.1853.net), nome tirado de um rótulo de cerveja, foi formada em Agosto de 1995 em Santo André (SP). O atual line-up conta com Ale Frata (bateria), Tatá Pellegrini (guitarra), Fábio Koolu (vocal e guitarra, ex-Gypsy) e Bio Fonseca (vocal e baixo). O som apresentado nesta estréia em CD é o mais puro Rock and Roll, com aquele tempero sacana do brasileiro e alguns elementos de Hard Rock americano (Kiss antigo). As músicas são cantadas em português e a temática das letras segue a linha Velhas Virgens e Golpe de Estado (Rock, cervejas, baladas e mulheres) e entre as que mais se destacam Eros Perfeito (que já fazia parte da Demo-Tape de 1996), Pra lá de Bagdad (também incluida na coletânea Rock Paulista III), Dr. Rock 'n' Roll e Rockedelia. Além do som, vale destacar a excelente arte gráfica e a incrível foto da capa. (Ricardo Batalha)
NOta: 7,5
OUT/2001 - REVISTA SHOPPING MUSIC ANO 5 / Nº 56 www.shoppingmusic.com.br
Fiéis súditos do rock 'n' roll
O 1853 é uma banda paulistana que bebeu na fonte do rock'n'roll e do hard rock dos anos 70 e 80, e agora apresenta este álbum independente, de nome realmente enigmático, com 13 faixas. O quarteto - formado em 95 por Ale Frata (bateria), Tatá Pellegrini (guitarra), Fábio Koolu (vocal e guitarra) e Bio Fonseca (baixo) - já é bem conhecido no circuito roqueiro underground da cidade e traz influências de medalhões como Deep Purple, Aerosmith, The Cult, Barão Vermelho e Golpe de Estado. No repertório tem um pouco de tudo: do culto ao gênero, em "Dr. Rock 'n' Roll" e "Rockdelia", ao chumbo grosso na classe política, em "Futebol" ("...o presidente não anda de ônibus, não...o governador não mora em barraco...ele diz que rouba mas faz...") passando pelas viagens de "Eros Perfeito" e "O Que o Cidadão está Fazendo" até chegar ao rockão "Superstições", que enumera crendices populares. Ah, para quem ainda duvida sobre as preferências destes cabeludos, não custa dizer que no verso do disco aparece a inscrição "E Deus abençoe a cerveja, a mulher e o rock'n'roll".
OUT/2001 - FANZINE DELÍRIO COTIDIANO Nº 37
Banda de estilo rock 'n' roll, com baladas, e ótimos riffs de guitarras, letras bem trabalhadas, e uma capa muito doida, trazendo treza faixas, destaque para a faixa, Rockdelia, Confira ...
AGO/2001 - REVISTA ROCK PRESS - ANO 6 / Nº 36 www.rockpress.com.br
Chega ao primeiro álbum essa típica banda de rock'n'roll, mas que usa um certo sotaque de mpb, cantando em bom português. O som da banda paulistana é consistente e tem boa produção, a despeito de ser uma produção independente e brasileira. É importante destacar que os músicos são tecnicamente muito bons, e o alto grau de entrosamento demonstrado nas músicas, com bases firmes e bem marcadas. É o caso de "Superstições" e "Futebol", com certa crítica social. Mas a temática das letras não foge ao "lugar comum rock'n'roll", o que não incomoda, pois aqui o que conta é festa. A vontade que se tem depois de ouvir todo o CD, é de ir ao show dos caras na mesma hora! Rock'n'roll! MB
AGO/2001 - REVISTA ROCK BRIGADE - ANO 20 / Nº 181 www.rockbrigade.com.br
Parece que a safra de bandas que resolveram voltar a fazer com letras em português resolveu aumentar de uma hora pra outra. O 1853 é mais um glorioso representante do estilo e que estréia com um CD que, de cara, se destaca pela capa interessantíssima e extremamente bem produzida. E que acoubou ficando muitos furos acima do som. Porque, vencida a resistência ainda existente contra as letras em idioma patrio, temos músicas interessantes, mas que poderiam ter sido bem melhor aproveitadas, graças a uma produção (ou mixagem,dificil saber) muito abaixo do aceitável. Os timbres estão todos abafados, a voz carece de maior agressividade e a sonoridade como um todo acaba ficando burocrática e previsível, o que acaba colocando um péssimo tempero de mesmice no mix de rock'n'roll com hard rock que a banda se propõe a fazer. Uma pena, já que a banda tem garra, tem músicas e letras legais e tem bons músicos. (ACM)
Nota: 6,0
JUL/2001 - REVISTA DYNAMITE - ANO 10 / Nº46 www.dynamite.com.br
Na trilha do puro hard rock paulistano e seguindo a trilogia "cerveja, mulher e rock'n'roll" (bem explícita nas suas letras) o 1853 vem conseguindo angariar crescentemente uma legião de fãs. Dos momentos mais calmos como "O Tempo", nas partes pops como "Pra lá de Bagdad" e até nas porradas heavy como "Futebol", a banda mostra que tem rock na veia. Pra quem curte Golpe de Estado e Velhas Virgens é um prato cheio. E cuidado com Melvin Bell! Site: www.1853.net.
(André "Pomba" Cagni)
Cotação: Bom
JULHO/2001 - SITE BRAZIL METAL LAW
www.brazilmetal.cjb.net
De muito bom gosto este 'debut' da banda paulista 1853. O nome verdadeiro do cd é A verdadeira História de Melvin Bell e seus Animais Assassinos, mas por motivos de tamanho o reduzimos para apenas Melvin Bell. O estilo que a banda adota é o simples e básico rock n' roll, apresentando 11 composições próprias e mais 2 introduções, uma para abertura do cd e outra para o fechamento do mesmo. A banda é formada por Ale Frata (bateria), Tatá Pellegrini (guitarra), Fábio Koolu (vocal/guitarra) e Bio Fonseca (vocal/baixo), todos músicos de altíssimo potencial e qualidade. O cd começa muito bem, pois nota-se que toda a parte gráfica está muito bem feita, como todos os cds de alcance nacional. A gravação (que foi finalizada apenas neste ano de 2001) está também perfeita. Óbvio que as melhores são aquelas mais pesadas do 1853, e legal que todas as letras são cantadas em português. Músicas como Dr. Rock n' Roll e Superstição são aquelas que não saem fácil da memória, e as duas são canditadas fortes a clássico do 1853. Outra música bem legal é Futebol, por ter um refrão cativante e alguma partes bem rapidinhas. As baladas do cd são razoáveis, mas Sereia e O Tempo estão acima desta média. Enfim, Melvin Bell é um bom álbum, especialmente para aqueles que querem a cerveja, mulher e rock n'roll.(Paulo Jr.)
Nota: 9,0
MAIO/2001 - SITE ROCK UNIVERSE www.rockuniverse.mus.br
Com Ale Frata na bateria, Tatá Pellegrini na guitarra, Fabio Koolu nos vocais e Bio Fonseca no vocal e baixo, a banda lança seu primeiro cd com o curioso título "A Verdadeira estória sobre Melvin Bell e seus Animais Assassinos".
A arte gráfica do cd foi muito bem feita, e a contra capa tem uma idéia original de recortes de jornal, com a foto da banda no meio deles, como se fossem classificados.
A banda faz rock em todos os estilos, progressivo, heavy metal, hard rock, anos setenta, sempre com o objetivo de diversão, e o trabalho ficou muito bom.
O cd abre com uma introdução instrumental chamada 18 e encerra com outra faixinha instrumental chamada 53. Das 13 músicas destaco: Dr. Rock & Roll, rock contagiante meio hard, e Rockdelia, música mais psicodélica setentista, e a faixa heavy metal do disco (que é instrumental) Ovo Podre. (GN)
Avaliação: 8,5
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Matérias [8]
AGO/2004 - REVISTA ROADIE CREW - ROADIE NEWS
www.roadiecrew.com
A banda 1853 formada por Ale Frata (bateria), Bio Fonseca (vocal e baixo), Fábio Koolu (vocal e guitarra) e Tatá Pellegrini (guitarra), que tem há anos agitado o cenário underground paulista, gravou seu primeiro video clipe, para a música Dr. Rock'n'Roll. O video foi dirigido por Alex Moreira (Kaleidoscópio, Brutal Faith) e mostra o 1853 em ação, tocando a música que virou um clássico para os fãs da banda. O cenário é baseado na capa de seu primeiro CD, A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assassinos, que foi lançado de forma independente.
JUL/2004 - JORNAL PONTO FINAL - MÚSICA NO PONTO
www.pontofinalsp.com.br
Histórias e rock'n'roll regados a uma boa cerveja
Quais são as coisas que um roqueiro mais gosta? Talvez cerveja, festa e rock'n'roll. Pois é, uma banda paulistana conseguiu reunir esses três quesitos em seu álbum de estréia.
A banda 1853 (uma homenagem a primeira cerveja nacional, a Bohemia), lançou em 2001 o disco "A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assassinos". O disco possui uma "intro", na qual o ouvinte pode ter um idéia de quem é Melvin Bell - apesar de que, para isso, basta olhar a ótima capa do disco, na qual Melvin aparece com dois mimosos animais. Depois vem uma enchurrada do mais puro rock, "Dr. Rock'n'Roll", (que possui uma ótima entrada de bateria), "Superstições", "Rockdelia". O disco é repleto de bons riffs de guitarra e um belo contra baixo bem marcado.
O grupo está na estrada desde 95 e é formado por Bio Fonseca (baixo e vocal), Tatá Pellegrini (guitarra e backings), Fábio Koolu (guitarra e vocal) e Ale Frata (bateria e backings).
Eles também se preparam para sua estréia televisiva, pois acabam de filmar o clip da música "Dr. Rock'n'Roll", que foi produzido por Alex "Azeitona" Moreira.
A festa de lançamento será dis 28, a partir das 17h, no Blackmore Bar (Alameda dos Maracatins, 1.317, Moema), no dia haverá ainda mais duas bandas.
Segundo o guitarrista Fábio Koolu este será o 100º show da banda, mais um motivo para tornar uma tarde especial.
Ele também adianta que já existem várias músicas novas prontas, dentre elas "Bar'n'Roll" (parece que o negocio destes caras é cerveja mesmo), "Estranhos Caminhos", entre outras que já podem ser conferidas nos shows do grupo. "Até o fim do ano devemos entrar em estúdio para gravar as canções", afirma.
No próximo ano a banda completa dez anos de estrada e promete que irá rolar muita festa nas comemorações. Para isso basta ficar ligado na agenda de shows.
Contatos com a banda podem ser feitos através do endereço eletrônico www.1853.net.
Vladimir José Ribeiro
OUT/2001 - SITE DIE HARD - O BERRO # 6- SET / Y2K+1
www.diehard.com.br
A FESTA DAS BARANGAS, ISTO É, DAS PRIMAS NO ROQUENROW BAR UM DIA de UM MÊS de Y2K+1
Nesta festa, ou seja lá o que tenha sido, se você tivesse levado sua prima, de preferência daquelas " sempre desejadas ", a perseguida não haveria pago entrada E teria entrado p/ a maior suruba da Zona Norte nesta madruga de 6ª p/ sábado ! Infelizmente, ou felizmente - tudo depende do ponto de vista de cada um - havia por volta de 1 dúzia de 7 ou 8 pessoas ( machos, pqp ! ). Os caras dos " surubentos " da Baranga ( bem que poderiam mudar p/ Baranga 69 ) & 1853 se comprometeram a tocar ( 01/06/01 ) nem que fosse somente p/ minha cobertura deste novo Berro que tá + véio que zona nas bocas do Centrão Véio de Sampa. A apresentação se iniciou desta forma, c/ pouquíssimos roquers que foram convidados na frente do R+R Bar, alguns ocupantes de mesas na entrada do mesmo p/ o salão no andar de cima, " de grátis ", até juntarem uns ... 30, 40 ( ??? ). Até que pintaram umas " primas " - as minas dos caras das bandas, claro !!! Nesta 6a. as gatas foram miar, fazer festa em outras paradas ...
Digo-lhes uma coisa: o pessoal é gente finíssima, de extrema simpatia e humildade - não estavam lá por US$ ( claro que se pintassem " alguns " não seria nada máu ! ), mas sim por prazer em tocar, se divertir, beber, jogar conversa fora, copular e etc. também ... ( entenderam o etc., não ? ). Cheguei no R+R Bar por volta de 23 h e logo de cara, na rua, cruzo c/ Deca ( toca desde a 1a. formação do Pitbulls on Crack - guitarras véias rasgadas, ardidas, ... Barangadas - Fender Stratocaster 69 e 74 ), Ricardo " Soneca " Schevano ( baixos antigos, c/ um puta Rickenbaker 72 lindo extremamente Barangado; é irmão do Marcello " Patrulheiro Espacial / Estelar " Schevano - o ou a, como queira, Patrulha se apresentou no dia seguinte e por pouco a casa não foi fechada pelo " PSIU ! " ) e um amigo. Rick ( de Ricardo + Rickenbaker, certo ? ). Maiores informações sobre o retorno definitivo do PE aos palcos, vide Berro #2. Bem, continuando, ficamos jogando conversa fora até por volta de 1 da madruga no aguardo do restante da banda - Paulão ( ex-Centúrias, Firebox, Cheap Tequilla ) c/ Pearl simples aparelhada c/ PAISTE, Zildjian, SABIAN e Phedra DRUMSTICKS - www.phedra.com.br - ( outras peças de lado, assim como um Marshall, não foram usadas por falta de espaço no palco - detalhe: o bumbo é forrado c/ dezenas de fotos de gostosas nuas, claro ! ) e Xande, o vocalista, agarrado, grudado à sua lindíssima Giannini, uma morenona bronze de cabelos longos até os poposudos quadris, seios médios não siliconados e cintilantes olhos verdes, ops ! quer dizer, isto é, modelo Gibson SG preta escudo prata de +/- 78 ( outra guita véia marcada/marcante e linda mesmo !!! ). Foi papo de tudo quanté assunto - música, mulher, ba(u)ndas, minas, sexo & loiras ( cerva o tempo todo, uma atrás da outra ! ), + mulher, lógico !, shows, gatas, R+R, mulher ... Muito variado, não ? Aos poucos o pessoal do 1853 foi chegando e o papo aumentando - " e aí ? quem entra primeiro ? a platéia tá grande, hein ? " - até que o Paulão decide: a gente entra agora, falou ? O Salvatore táqui aguardando há horas, vâmu lá ! C'mon, let's go Rock' n ' Roll !!! Os METEORO nos esperam !!!
Uma da madruga ... Gemidos, sussurros, choramingos, gozos, clímax ... Este foi o tema de abertura, a intro criativamente elaborada pelo técnico da mesa de som p/ Baranga 69 começar arregaçando c/ Sexo & Rock' n ' Roll, um puta 70 à la Made in Brazil em que o lance é " fazer sexo c/ morenas, ruivas ou mulatas ouvindo R+R e entornando loiras no banco de trás da C(B)aranga ", claro ! Seguiram-se Gasolina, um cover do citado Made, novamente gemidos, sussurros, etc. também ..., Shake a Little Pussy ( Sacuda um Pouquinho Gatinha ou Mexa + sua " Coisinha " Princesa , uma romântica composição de Xande - tinha que ser ! ), outro cover, desta vez de Rita Lee " Que Loucura ", sempre c/ o clima altamente extasiado, c/ a pequena platéia totalmente agitada virando loiras e + loiras. Duas Rodas, um lance tipo Easy Rider e Maverick ( papo do antigo Ford que bebe + que o dono e está enferrujando no pátio do DETRAN ), antecederam Carona ( cover de Fábio Jr. ? nem a banda sabe c/ certeza ), um ingênuo ( letra ) e perfeito Status Quo '70.
Esta meia hora do mais puro R+R foi torturante p/ Paulão " Velha Virgem " ( não o Barangado ! ), um dos sócios-proprietários da casa recém-inaugurada em 18/04, preocupado c/ o tal do " PSIU ! " - o Roquenrow Bar localiza-se em área residencial de classe média, Alto de Santana / Mandaqui, à R. Voluntários da Pátria, 4869 ( próximo à Av. Eng. Caetano Álvares / BlockBuster / McDonald's ) - 11-6978-7226 - maiores info em www.roquenrow.da.ru e paulaovv@yahoo.com.
Do CD-R Demo gravado e mixado no Space Blues entre 07 e 08/Y2K " Baranga" c/ 5 faixas feito um a um pelo Deca e enviado gratuitamente e s/ despesas de correio ( de grátis ! ) a quem possa interessar ... bêbado(A)(s), trêbado(A)(s), drogado(a)(s), sexomaníaco(a)(s), canalhO(A)(s), cafajeste(A)(s), rocker(s), rock' n 'roller(s) ... rolaram Sexo & Rock' n ' Roll e Carona. As outras 3 - Tudo o que eu Tenho na Vida ( baita AC/DC dos bons tempos de Bon "RIP " Scott em que " R+R é p/ ser feliz " ), Show de Roquenrou ( precisa comentar ? ) e Baranga ( vestida é um "T", nua é um Barangão ) são uma mistura de Rock' n ' Roll c/ Roll' n 'Rock, certo ? Como já citado anteriormente, é Puro R+R, diversão, escândalo !!! Rendezvous !!! Mènage a Trois !!!, Suruba mesmo !!!
A capa c/ " Você é o Visitante # 69 " / ( ENTRAR ) / SAIR / ENTRAR / SAIR / ENTRAR / SAIR / ENTRAR / SAIR / ENTRAR / SAIR / ENTRAR / SAIR / ENTRAR / SAIR / ENTRAR / SAIR / ENTRAR / ( SAIR ), exibe uma deliciosa " Baranga" ( até parece ! ) vestindo camiseta molhada tendo logo da banda estampado ao redor dos maravilhosos seios não plastificados - tudo isto como uma página da Net, em uma janela do Internet Explorer. Ah ! " A Baranga agradece à Sandrinha ( não foi a minha pessoal, juro que não !!! a minha é a Sandinha !!! ) por ter " peito - e que p... !!! " de fazer a foto da capa e também à Mara que convenceu a amiguinha a topar a paradinha e que ficou burrifando agüinha morninha na camisetinha até que os faroizinhos se acendessem !!! ( que pena que não vimos a sessão de fotos ... ) ".
Em shows rolam, além de músicas próprias, bons covers em versões " pauleira " de, por exemplo, Roberto Carlos ( Lobo Mau ), Sá & Guarabira c/ Zé Rodrix ( Dia de Rock ), Rita Lee ( Orra Meu ! ), Eduardo Araújo ( Ele é o Bom ) mais outras pérolas da música brasileira, sobretudo dos anos de " Iê Iê Iê ".
Conforme Release da Ba(u)nda: " como você vai ouvir ? não estão nem aí c/ modas, usos e costumes; tocam o que gostam e p(r)onto final !!! E é c/ a maior satisfação que passam bem longe da paranóia dos tempos modernos de busca por novos sons. Em todo caso, digamos que misturam ROCK c/ ROLL - o som é ROCK, assim mesmo c/ tudo em maiúsculo - ROCK é ROCK Mesmo ( lembram-se ? Led Zeppelin " The Song Remains the Same", The Film ) e CHUCK BERRY é DEUS !!!
Carona é ou não de Fábio Jr.?
" O lance é bem doido porque a gente conheceu a música como sendo dele - coisa do começo de carreira do cara ( ele tá nessa há muito tempo ... ). Depois ouvimos uma versão bem soul music de uns caras chamados Tony & Frank ou Tony & O Som Colorido. Aí fizemos o MusiKaos e um fã mucho loco do Raul Seixas veio irado dizer que a música era do tal ( não sei porque a indignação do cara, pois eu falei antes de tocar no programa, que não sabíamos verdadeiramente de quem era ). O + doido ainda é que o fã raivoso continuou ligando p/ o telefone do Paulão insistindo no caso ( pentelhando mesmo ! ). Finalmente ficamos sabendo através de um cara muito gente boa e informado, que a música é mesmo do Raul c/ um gringo. Eles a fizeram p/ uma dupla dos anos 60 ( século / milênio passados ) chamada Tony & Frank. Afinal, não é bem + legal fazer um cover bem roquenrou do Fábio Jr., que não é roqueiro, do que se fosse do Raul ? ".
Entrevista c/ Deca: " vamos gravar na virada do ano, época em que não rola Rock porque a população brasileira reserva seus ouvidos e seus poucos reais " virtuais " desvalorizados cada dia + pelo US$ p/ samba, axé, pagode, ska, reggae e outras merdas chatas que ouvem suando na praia lambuzados de protetor solar ( nome científico p/ óleo de bronzear que muitas vezes é substituído por Coca_Cola ) e maresia c/ uma finíssima cobertura ou " light película " de areia ( CredA ! por mim mandava asfaltar todas as praias - sobraria + espaço p/ as C(B)arangas ). Voltando ao papo de gravação: infelizmente vai ser independente; estamos conversando c/ uma loja / selo da Galeria do Rock e outro selo ( idem indep. ) c/ distribuição da Eldorado.
Temos músicas novas como " Garçon ", que diz coisas profundas como " se liga malandro, o bar já está fechando " e " Desce 1, Desce 2, Desce 3, Desce 4 Copos de Breja ". Tem + outra que ainda está s/ nome - começa c/ " meu dente esburacado " - pois é, poesia é conóish merrrmo !!! ".
No MusiKaos gravado em 10/04 entre Patrulha do Espaço e Made in Brazil, grandes remanescentes dos '70, arrepiaram Sexo & R+R e Carona - Tudo o que eu Tenho na Vida não foi apresentada no sabadão sertane(o)jo, ops !, KaoSabadão 14/04.
Recado da Produção do MK:
" Não custa dar um toque que o MusiKaos grava no Teatro do SESC Pompéia localizado à R. Clélia, 93 - junto ao cruzamento das Av. Pompéia e Francisco Matarazzo - às terças feiras a partir de 20:30 h pelo Véio Gasta e competente equipe. É sempre bom chegar uma horinha antes p/ garantir seu ingresso pelo preço módico de 4 merréis ( R$ 4,00 ). Se você quiser trazer uma caravana, excursão ou algo do tipo mande um E-M@il p/ musikaos@tvcultura.com.br ou ligue p/ 11-3874-3497 e fale c/ Marcelo ou c/ a Gracinha da Aline. Ah ! se por acaso você tem uma banda, zine, produz cultura de alguma forma e tem interesse em divulgar seu trampo através do programa ou de nossa querida Marmita Cultural, mande seu material ( CD, release e tudo + que achar importante ) p/ Produção MusiKaos - Caixa Postal 11544 - CEP 05049-470 - São Paulo / SP. + 1 toque: quem quiser receber o boletim semanal c/ informações do programa, basta acessar nossa home page pelo endereço www.tvcultura.com.br/musikaos e se cadastrar ".
Após 15 minutos eis que a troupe do 1853 - ... E Deus Abençoe a Cerveja, a Mulher e o R+R ... - inicia o 7o show do ano promovendo o lançamento do CD " A Verdadeira História de Melvin Bell e Seus Animais Assassinos " c/ a Turnè Melvin Bell ´01 que se iniciou empolgantemente ( vide fotos no site www.1853.net ) no Woodstock Music Hall em 8/4.
1:45 ... Gemidos, sussurros, choramingos, êxtase, clímax ... Esta também foi a intro p/ o 1853 iniciar a História de Mr.Bell c/ Dr. Rock' n ' Roll que abre o CD, um genuíno Hard' n' Heavy seguido pelo 1º cover da noite, pois grandes outros viriam, Remedy de Black Crowes, competentemente interpretado ( ou intertrepado ) pelo vocalista-guit. Fábio Koolu c/ uma Benedetti madeira escura c/ escudo branco. Bio Fonseca no comando de um Fender Bass amarelo c/ esc. br. abrilhantou os vocais em " O que o ' ê' está Fazendo ? ". Superstições antecedeu uma enxurrada de covers - Jumpin' Jack Flash do ( não " dos " ) Stones, Sweet Emotion do Aerosmith e Peter Gunn de Henry Mancini ( maestro, compositor, arranjador de diversas trilhas sonoras em cinema - O Agente " Nada " Secreto 007, por exemplo ), geralmente executada ao vivo pelo eterno trio ELP - Emerson, Lake & Palmer. Futebol, também do CD " Mr. Bell Killer " como as anteriores ( exceto os covers, claro ! ) foi seguido por gemidos, sussurros, gozos, ... Ovo Podre ( Instru ) e Eros Perfeito. Outra avalanche de covers viria: Rock and Roll All Nite do Kiss c/ Xande Barangado nos vocais acompanhado por Fábio & Troupe 1853. Ah ! A banda se completa c/ Tatá Pellegrini na Fender Stratocaster vinho c/ escudo preto e Ale Frata na batera do Paulão " Barangão ".
Uma grandiosa surpresa foi a execução de Crazy Train, cover de Mr. Ozzy " MadMan " Osbourne c/ excelente performance de Fábio Koolu - muito bom cara ! pqp !!! Como informação, esta faixa consta do 1o. álbum solo de Ozzy de '80, quando após sua saída do Monster of Rock Black Sabbath, montou o Blizzard ( Nevasca ou Temporal de Neve - tudo a ver c/ esta phoderosa banda, não ? ) of Ozz c/ Randy " Immortal GuitarHero " Rhoads ( 1º guit. do Quiet Riot }, Lee " Uriah Heep " Kerslake on the drums & Bob " MegaBassist " Daisley ( Rainbow, Black Sabbath, ... ).
Novamente gemidos, choramingos, gozos, ... e eis que o 1853 desfere uma violenta porradaria c/ Ace of Spades do lendáro Motörhead - dá licença !!! Os ânimos se acalmam - até parece, né ? - c/ Highway to Hell do AC/DC ( 1a. faixa do álbum homônimo, último c/ Bon " RIP " Scott de '76 ) c/ Paulão na batera, Deca e Fábio nas guitas e Xande nos vocais apoiado pela troupe. Minha Vida é Rock' n ' Roll do Dinossauro Brasileiro Made in Brazil abrilhantou + ainda encerrando a noitada '70 aproximadamente às 3 da matina c/ Paulão e Deca nos backing vocals e Xande c/ sua lindíssima Giannini.
Info about 1853 ( from site 1853.net ):
" C/ muita tristeza que nós do 1853 trazemos esta notícia - faleceu em 25/08 p.p. às 7:15 h, nosso querido Amigo, Irmão e um dos Pais / Criadores do 1853, Ri Frata ( * 11/09/76 ). Vítima de câncer, lutou até o último minuto e infelizmente não resistiu. O show do 1853 ocorrido no dia seguinte em São Caetano no Parque de Aeromodelismo, foi inteiramente dedicado à ele como forma de agradecimento, como uma grande homenagem. Um fato muito curioso aconteceu na música " O que o ´ ê Indivíduo ´ está Fazendo ? " em que Ri executou um duelo de solos c/ Fábio Koolu - durante a gravação estourou a corda da guitarra de Fábio e prontamente Ri emprestou a de Bá ( Pôors ) p/ concluir a faixa e o solo que Ri estava gravando. Detalhe: a guita usada foi uma Gibson Les Paul preta, semelhante à que Ri Frata usou durante toda sua trajetória no 1853. Nós do 1853 estamos muito tristes c/ essa irreparável perda, mas felizes por saber que ele estará sempre ao nosso lado onde quer que esteja ".
SALVATORE D´ANGELO
SET/2001 - REVISTA DYNAMITE - NEWS ANO 10 / Nº47
www.dynamite.com.br
MORRE O GUITARRISTA RI FRATA
Faleceu no dia 25 de Agosto, um dos ex-integrantes do 1853, o guitarrista Ri Frata. Vítima do cancer, ele lutou até o último minuto mas, infelizmente, não resistiu. O show do 1853 no dia 26 de Agosto em São Caetano no Parque do Aeromodelismo foi inteiramente dedicado a ele como forma de agradecimento.
JUN/2001 - GUITAR PLAYER - ANO 6 / Nº 62
www.guitarplayer.com.br
ABR/2001 - VEJA SÃO PAULO - SHOWS
www.veja.com.br
1853. A banda paulistana de hard-rock lança o CD A Verdadeira História de Melvin Bell e Seus Animais Assassinos. 13 anos. Woodstock (600 pessoas). Rua Consolação, 3249, Jardim Paulista. 3081-1809. Domingo (8), 17h. R$ 8,00. www.woodstock2000.com.br
MAR/2001 - SITE CIFRA CLUB
www.cifraclub.com.br
[ 1853 - 24/03/2001 ]
1853, para quem não sabe, além de ser o ano do lançamento da cerveja Bohemia, é o nome de uma banda de hard-rock de Santo André -SP que tem o lema "...e Deus abençoe a cerveja, a mulher e o rock'n'roll".
A banda 1853 está partindo em turnê orgulhosa de seu novo CD independente "A Verdadeira História de Melvin Bell e Seus Animais Assassinos", não descarta a procura de uma gravadora, mas não tem pressa de fechar um contrato, que nem sempre pode ser o melhor negócio. "Temos contato com outras bandas que fizeram contratos com algumas gravadoras e não vêm a hora de rescindir o contrato ou esperar que ele acabe (na maioria das vezes é roubada ou geladeira, na certa!)", diz o grupo.
Começaram a praticar seus instrumentos sozinhos, no começo da adolescência, que foi quando começaram a ter contato com o Rock'n'Roll, depois alguns integrantes chegaram a fazer aula de música. As dificuldades de encontrar um baixista provocou a versatilidade no integrante Bio Fonseca que partiu do violão para o baixo, "sei ler cifras, eu gosto de usar o bom e velho ouvido, mas acho que se o músico quer crescer cada vez mais, isto é, ser completo, é imprescindível que ele saiba ler partituras", recomenda.
Seguindo a linha das bandas independentes, que se esforçam muito para chegar em algum lugar, os integrantes da 1853 também têm suas responsabilidades fora do palco e praticam as profissões de professores de física, matemática, inglês, trabalham em imobiliárias e agência de publicidade, tudo para garantir o sustento de seus lares. Também são um bom exemplo que prova definitivamente que músico não é e não pode ser preguiçoso, e deve ter sempre uma grande disposição para atravessar a longa estrada que leva ao reconhecimento, e "não adianta ficar esperando algo cair do céu, se você está afim, tem que batalhar, quando você acha que fez muito, pode ter certeza que ainda tem muita coisa para ser feita", como disse a banda.
Essa força de vontade vem da paixão pelo rock, e acreditam que "o rock nunca irá morrer, ele veio pra ficar! Pode ser que agora ele não esteja por cima, mas enquanto outros estilos vão desaparecer, ele sempre existirá". Para incrementar o seu estilo que possui influências diversas que vão desde Rita Lee até Red Hot Chilli Peppers, trabalham muito com as guitarras, fazendo sons em terças ou quintas, "além disso nossa cozinha é muito marcante", arremata o baixista.
Para eles é mais importante um trabalho que tenha a cara da banda, do que se preocupar com as preferências do mercado, fora isso eles acreditam muito na música atual do Brasil, "a música brasileira é muito forte, e está cada vez mais globalizada, influenciando os gringos com nosso ritmo e nossa ginga".
A agenda de shows pode ser conferida no site oficial da banda http://www.1853.net , e os internautas também podem baixar as músicas da banda disponíveis no site, por sinal, vale a pena ser visitado.
1) Qual é a aceitação das gravadoras em relação ao Rock?
1853: Hoje em dia é muito difícil uma grande gravadora investir em uma banda de rock, há muitas bandas boas no mundo underground e no momento não há mercado, mas vemos uma luz no fim do túnel, é questão de tempo, ainda haverá (e sempre haverá) muito espaço para o rock.
2) Quais os equipamentos da banda?
1853: Bio tem 3 baixos (fender, stainberger e um gianinni exportação fretless) e um amplificador peavey combo 115; o Koolu tem 2 guitarras (bennedetti e washburn) um ampli marshal e uma caixa com falante duplo; o Tatá tem 3 guitarras (duas fender e uma spanish) e dois amplificadores (laney e marshall), e o Ale tinha uma batera Tama que recentemente foi trocada por uma Mapex (detalhe: Ele gosta de usar só um ton); temos também uma aparelhagem de voz, que consiste em uma mesa de 4 canais e duas caixas amplificadas.
3) Muitas vezes as bandas novas contam com platéias que reagem mal. Como contornar esse tipo de problema?
1853: O importante é não se desesperar, com certeza no meio daquela galera que te vaiou teve alguém que curtiu o seu som. Eu me lembro que uma vez fomos tocar em um clube onde havia muitos pagodeiros, muita gente não curtiu o nosso som, mas várias pessoas vieram conversar conosco e elogiar o nosso rock'n'roll. Neste show teve até um fato curioso, nele levamos a primeira lata de cerveja, ainda bem que não acertou ninguém, mas como nosso batera disse: "A próxima, mandem cheia e gelada!"
4) Quais os primeiros passos que um jovem músico deve tomar para ter seu próprio estilo?
1853: Ter o menor preconceito possível quanto a variedade de estilos musicais, isto é ser eclético, ouvir de tudo (que é bom) e assim você terá uma gama de possibilidades e influências maior para poder definir qual será o seu estilo.
5) Deixem uma mensagem para os internautas.
1853: Olá pessoal do Cifra Club, se você é um músico, ótimo, nunca desista, nós do 1853 queremos terminar nossas vidas velhos e barrigudos mas felizes por estarmos levando um som. Se você ainda não toca nada, ainda está em tempo de começar. Música é terapia, felicidade, introspecção, autoestima... use e abuse...
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Entrevistas [7]
JUN/2003 - SITE CHOOSE YOUR SIDE
www.cyszine.com
Essa banda é para aqueles que (como eu) gostam de ouvir um bom 'roquenrou' de vez em quando... Bons músicos trabalhando como um conjunto de verdade, criando músicas geniais com sacadas espetaculares em suas letras, todas em português. Esse é o 1853, uma banda "brazuca de verdade" que chegou pra impor respeito. Nas próximas linhas você irá adentrar no mundo rocker dessa banda com citações etílicas e divertidas... Seja muito bem vindo ao mundo de "Melvin Bell e seus Animais Assassinos"!
CYS: Gostaria que vocês apresentassem a banda, quem se candidata?
BIO FONSECA: Bem, o 1853 é formado por Fábio Koolu guitarra e vocais, Alê Frata, bateria e backin'vocals, eu, Bio Fonseca no baixo e vocais e o Tatá Pellegrini na guitarra e backin'vocals que, infelizmente, hoje não está presente.
ALÊ FRATA: Como você fala o nome da banda?
CYS: "Um oito cinco três"!
ALÊ: Então que assim seja! (risos)
BIO: Cada um fala como quiser, afinal, números são universais! rs...
CYS: Então pelo menos expliquem pra gente o que quer dizer?
ALÊ: Bom, o nome da banda é a data de fundação da primeira cerveja brasileira oficial. Antes existiam só as de rolha e em 1853 foi criada a oficial.
Koolu: Da qual nós somos discípulos! (risos)
BIO: É, pela "arredondadinha-abdominal" aqui já dá pra perceber que a gente gosta muito de cerveja!
CYS: Então vocês são MESMO discípulos da tal cerveja?
Koolu: De todas na verdade, mas como ela foi a primeira, é a nossa homenageada!
CYS: E as letras? Quais são as inspirações, de onde vocês tiram as idéias e tals?
Koolu: Aqui na banda todo mundo escreve! Se você pegar as letras você vai perceber a variação de temas. Tem de tudo um pouco.
CYS: Agora sobre a participação de Pit Passarel na música "Eros Perfeito", como vocês chegaram até ele e como foi trabalhar com esse "figuráça" do ROCK BRAZUCA?
Koolu: O Pit é um amigão que eu conheço desde o comecinho do VIPER. Um tempo depois a gente freqüentou um bar chamado "Cartoon" e o Pit também, tanto que foi lá que eu conhecí os caras da banda (1853)...
ALÊ: Inclusive, no nosso próximo disco, vai sair uma música chamada "Bar'n'Roll", onde a gente homenageia o bar pois o lugar se chamava "Cartoon Bar'n'Roll"...
Koolu: ...aí quando a gente tava gravando, nós chamamos o Pit, ele adorou a idéia, nós demos a letra pra ele e o resultado tá no CD.
ALÊ: Vale lembrar também que no nosso disco tem inúmeras participações, o Pit foi o mais conhecido mas também tem o Ricardo da banda STRANGEWAYS, o bentiví que é um violinista malucão, o Alê Cymes que já tocou nOS OSTRAS e por aí afora! Até as sobrinhas do BIO entraram no disco...(risos)...É verdade!
CYS: E como foi que vocês entraram nessa de ROCK AND ROLL?
Koolu: Bom, eu comecei a ouvir ROCK AND ROLL aos 5 ou 6 anos porque meu pai ouvia CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL até não poder mais! Depois, na época em que o QUEEN veio pro Brasil, rolou um especial na rádio Bandeirantes e eu gravei. Nesta mesma época eu tava começando a conhecer o KISS, aí "chapuletou de vez"!
ALÊ: Eu sempre gostei de música desde pequeno, mas foi com a RITA LEE que eu conhecí o ROCK AND ROLL. Foi meu primeiro contato (não o mais intenso) com Rock, mesmo porque em casa se ouvia muito MPB. Depois eu conhecí QUEEN, BEATLES, me apaixonei pelo KISS, IRON MAIDEN e de lá pra cá , graças à Deus, eu nunca deixei de ouvir um som pra ouvir outro, eu sempre ouço um som a mais na minha vida!
BIO: Já eu, quando tinha uns 11 anos, um amigo meu chegou em casa com o "Highway to Hell" do AC/DC e o "Mob Rules" do SABBATH, nem tinha como eu gostar de outra coisa né? (risos). Daí eu comecei a ouvir QUEEN, BEATLES, som progressivo tipo YES, FLOYD, MPB, etc... Ou seja, sendo bom eu trago pra mim!
ALÊ: A gente gosta também de um som meio pop tipo LENNY KRAVITZ, mas o nosso "ponto de equilíbrio" na banda é o HEAVY METAL! Quando a gente toca "Ovo Podre", q/ é o nosso som mais pesadão, eu fico lá de trás da bateria vendo esses caras na frente, empunhando seus instrumentos, é meio como o Popeye quando come espinafre...(risos)... Todos poderosos! (mais risos)
CYS: Agora, material novo, pra quando a gente pode esperar algo?
Koolu: A gente tem PLANOS, tudo depende de muita "Vontade"($ leia-se dinheiro)... (N.doR.: nessa hora todos eles começam a cantarolar a introdução de "Money" do PINK FLOYD) mas queremos entrar em estúdio no final deste ano ainda. Mas, "Only God Knows!"
CYS: Deixem os contatos para CD's e shows.
Koolu: Primeiramente, gostaríamos de agradecer ao CHOOSE YOUR SIDE pela oportunidade e se quiserem falar com a gente tem o nosso site, www.1853.net. Valeu!
Cícero Alexandre Tavares de Quadros - 13/6/2003
JUN/2003 - SITE ROCK WEBSITE www.rockwebsite.kit.net
Hard Rock com sotaque paulista
1-Contem um pouco da história da banda para nossos leitores que ainda não a conhecem.
O 1853 foi formado em meados de 95 no ABC paulista e inicialmente era um power trio. Hoje somos um quarteto e moramos todos na cidade de São Paulo, por esse motivo nos consideramos uma banda paulistana da gema. Até o momento fizemos quase 100 shows pelos mais diversos botecos e casas de shows de Sampa e imediações, tocando um repertório mesclado de composições próprias e covers . Em 2001 lançamos nosso primeiro trabalho em estúdio intitulado "A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assassinos". Quem estiver afim, pode conferir a lista completa de shows no www.1853.net . O 1853 é formado por Ale Frata (Bt), Bio Fonseca (Bx/V), Fábio Koolu (G/V) e Tatá Pellegrini (G).
2-Quem escolheu o nome e por quê?
Tudo na vida do 1853 foi resolvido dentro de uma bar, ou bem nas proximidades de um. Ainda na primeira formação, dois integrantes da banda, Bio e Ri Frata estavam quebrando suas cabeças com seus amigos Ale Frata, atual batera da banda, e Biano "Véio Noel" numa mesa do Cartoon Bar'n'Roll. Depois de inúmeras tentativas frustradas, "Véio Noel" sutilmente sugere 1853, em homengem ao ano de fundação da primeira fábrica de cerveja brasileira. A banda foi imediatamente batizada. Quem não souber qual cerveja é a homenageada, poderá descobrir em alguma mesa de bar.
3-Como vocês definiriam o som do 1853?
Indefinível... O nosso som é bem variado, em termos de influência. Gostamos de muitos estilos de música bem diferentes. Entre eles MPB, Blues, Heavy Metal, Hard Rock, Progressivo, Instrumental, Rock Nacional e outros sons que entram no "liquidificador" e direta ou indiretamente definem pelo menos o caminho que a banda segue. O melhor é que cada um forme sua própria opinião sobre o som da banda. A única certeza é que somos uma banda de rock, que gosta de tocar pesado.
4-Onde a banda vai buscar suas influências e inspiração para as musicas e letras?
Na verdade a inspiração vem do prazer de tocar rock'n'roll. Não tocamos por grana, mesmo porque na nossa terra, isso é quase uma missão impossível. Nos inspiramos em nossas próprias vidas e de nossos amigos. As influências vêm dos anos 70, 80 e 90. Ouvimos de tudo um pouco, obviamente que cada integrante com suas preferências.
5-Quem costuma compor as músicas?
As composições são livres. Quem estiver inspirado faz um riff de guitarra, escreve uma letra, faz uma música instrumental. Quando buscamos uma novidade, juntamos as partes, até sair uma música. O importante é frisar que todos os arranjos são feitos pela banda em conjunto, o que garante a identidade do rock cantado em português, que a banda apresenta.
6-Como o público vem recebendo o trabalho do 1853?
O público é quem faz o show. Em nossos shows, procuramos manter a maior sinergia banda-público, para garantir que seja uma diversão coletiva. Quando a galera está animada, o show esquenta. O 1853 se destaca bastante nos palcos. Nos preocupamos em montar um palco com faixas, panos de fundo, luzes e bom equipamento para garantir que quem for assistir o 1853 ao vivo, irá assistir um puta show. Ficamos muito felizes com o contato com o público depois do show, para nós, esse é o maior reconhecimento. Durante estes 8 anos de banda, bastante gente tem elogiado nosso trabalho, o que nos deixa bastante contentes.
7-Vocês costumam tocar covers? Quais?
Atualmente estamos apenas com três covers. A eterna Rock and Roll all Nite do Kiss, que já tentamos eliminá-la do set list - mas a reação do público a cada show não deixa -, Crazy Train do mestre Osbourne e Love Removel Machine, do The Cult. Fizemos uma enquete em nosso site e o público elegeu em primeiro lugar, com mais de 34% dos votos, que o 1853 deve tocar somente som próprio. Isso foi muito legal de saber.
8-Quais são os planos para o futuro?
Atualmente estamos em pré-produção do segundo disco, com previsão de lançamento para 2004. Enquanto isso vamos arranjando novas músicas e aprimorando as que já estão praticamente prontas. Não vamos fazer muitos shows nesta fase, mas também não recusamos convites para tocar.
9-Deixem uma mensagem para os nossos leitores.
Aproveitem bastante o RockSite, porque em sites como estes que vamos achar novidades sobre bandas independentes, novas tendências, agenda de shows e muitas coisas boas do rock. Quem quiser mais informações sobre a banda é só nos visitar no http://www.1853.net ...E Deus abençoe a Cerveja, a Mulher e o Rock'n'Roll
Entrevistados em 02/06/03
MAR/2003 - SITE ROCKER MAGAZINE
www.rockermagazine.com.br
E DEUS ABENÇOE A CERVEJA...
Seguidores declarados do Rock n' Roll way of life o 1853 é conhecido por ser uma das melhores bandas independentes de São Paulo, elogiados por seu profissionalismo e energia nos shows, 0 1853 lançou o primeiro CD "A Verdadeira História de Melvin Bell e seus Animais Assassinos" em 2001, com grande receptividade entre os críticos. Ale, Bio, Koolu & Tatá responderam nossas perguntas por e-mail, falaram sobre o CD, sobre as "turnês" e, é claro, sobre rock n' roll.
O que aconteceu em 1853? Afinal, de onde vem esse nome?
Em 1853 ocorreu a fundação da primeira cerveja oficial brasileira, a Bohemia, e deste fato surgiu o nome da banda.
Quais as maiores influências da banda?
Basicamente o bom e velho rock'n'roll dos anos 70, 80 e 90 (Barão, Golpe de Estado, Rita Lee, Purple, Sabbath, Kiss, Iron Maiden, Aerosmith, Mötley, Black Crowes), mas cada integrante da banda tem outras influências (punk rock, mpb, rock progressivo, pop rock ...) que se misturam e fazem com que o som do 1853 seja bem difícil de se rotular!
Como é fazer rock 'n' roll em português?
É difícil e prazeroso ao mesmo tempo. Difícil de divulgar mas prazeroso ao cantar na língua pátria.
Falem sobre as diferentes turnês...
Cada turnê representa uma fase diferente da banda, em cada uma delas procuramos mudar o repertório de músicas próprias e covers. Para marcar esta mudança, colocamos nomes diferentes: Turnê Rockdelia '97/'98 (45 shows) - Este período marcou a entrada de Fábio Koolu (Vocal/Guitarra) e Tatá Pellegrini (Guitarra). A banda montou seu primeiro palco e se apresentou em Sampa e interior do estado; Turnê Sem Nome '99/'00 (20 shows) - A banda preparou um novo show, com 4 músicas novas (Rockdelia, Futebol, Sereia e Superstições) e novas covers. Com o novo show pronto, saímos atrás de novos espaços pra tocar. Em 2000 a banda passou 6 meses com Tiago Sadri nos vocais, que saiu por motivos de incompatibilidade; Turnê Melvin Bell '01/'02 (23 shows) - Montamos um novo palco, mudamos o repertório de covers e fomos divulgar nosso primeiro CD "A verdadeira História de Melvin Bell e seus animais assassinos"; 2003 - estamos preparando as músicas do segundo CD e testando-as nos shows. Ainda não definimos um nome para este período, se é que vai ter!!!
E como tem sido a receptividade do álbum "A verdadeira história de Melvin Bell e seus Animais Assassinos"?
Muito boa para um álbum independente, temos recebido críticas bem favoráveis das revistas, sites e zines. Veja: www.1853.net na seção CLIPPING.
Gostaria que falasse a respeito do título do CD, de onde surgiu esse nome?
Foi uma idéia da agência de publicidade que fez a arte do disco, procurávamos entre algo totalmente relacionado com a banda ou algo que não tivesse nada a ver com a banda. Optamos pela segunda. A agência criou uma história paralela onde o personagem central é o palhaço Melvin Bell, um palhaço assassino e psicopata.
E o novo álbum?
Estamos em fase de pré-produção e arranjo da novas músicas, temos um vasto material e estamos selecionando e arranjando as músicas que irão para o segundo disco.
Vai ter um nome tão intrigante quanto o anterior?
Ainda não sabemos.
Como captar numa gravação a energia dos elogiados shows ao vivo?
Gostamos de tocar, seja ao vivo, no ensaio ou em estúdio. É claro quando há receptividade do público a energia que rola é incomensurável, mas na hora de gravar temos que dar o melhor de cada um pois é na gravação que vamos deixar o nosso legado... e fazemos isso!
Vocês consideram o 1853 uma banda de palco?
Sim, mas não só de palco! Apesar de passar muita energia em cima do palco, nos consideramos uma banda de palco e de estúdio.
Fale sobre o cenário para as bandas independentes de rock'n'roll.
Isso é bem complicado, são poucos os lugares que abrem espaço para bandas independentes, normalmente, a casa não tem seu próprio público e quer que a banda leve o público, além disso, não oferecem uma infra-estrutura digna equipamento de P.A., camarim, comes e bebes.
Qual sua opinião sobre o MP3? E a internet como meio de divulgação?
O MP3 é muito bom, pois é uma maneira para as bandas divulgarem suas músicas via internet, sem ter que pagar "jabá". Além disso para o internauta é muito bom, pois ele pode escolher o que quer ouvir, diferente das rádios que ultimamente têm tocado bandas "sugeridas" pelas grandes gravadoras, com muito pouco espaço para banda independentes.
Considerações finais.
Gostaríamos de agradecer à galera da Rocker Magazine pelo espaço e oportunidade de divulgação do nosso trabalho. Valeu! E Deus abençoe a cerveja a mulher e o rock'n'roll!
* por Eduardo de Souza
FEV/2002 - SITE SÓ RESENHAS
www.soresenhas.cjb.net
ENTREVISTA COM O 1853
1-) Como surgiu a banda e o por que do nome escolhido?
1853: O 1853 surgiu em meados de 1995, fundado por Bio Fonseca, Ri Frata (em memória) e Palmer. O trio montou a banda com intuito de tocar o bom e velho rock`n`roll. No início a banda trabalhava apenas covers, mas em 1996 foi iniciado o trabalho próprio do 1853, que deu origem ao primeiro disco “A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assassinos.” A atual formação do 1853 conta apenas com Bio Fonseca (baixo) da formação original, nas guitarras Fábio Koolu e Tatá Pellegrini e na bateria Ale Frata. Os vocais se alternam entre Bio e Koolu. O nome, como tudo no 1853, veio à tona em uma das muitas conversas de bar entre integrantes da banda e amigos. Precisávamos de um nome que refletisse de uma forma ou de outra a cara de balada que tem a banda, então homenageamos a primeira cerveja brasileira que foi fundada em 1853.
2-) Quais são as maiores dificuldades que vocês têm encontrado?
1853: As maiores dificuldades , não só para o 1853, mas para todo cenário do rock underground de um modo geral, são lugares que não apostam em novas bandas. Normalmente o dono de uma casa noturna quer que você leve o seu show, o seu público, que todos bebam e gastem muito dinheiro na casa dele (inclusive a banda) e que ele pague um cachê mísero, se é que paga. Enquanto esse cenário não mudar, teremos que engolir os sons de sempre que tocam em FMs, Faustão e por aí afora.
3-) Como o mercado e as pessoas têm reagido ao seu trabalho?
1853: Não temos do que reclamar. O 1853 é muito bem visto de um modo geral. O que acontece, quando não tem a mídia forte a seu favor, dificulta para o trabalho ser divulgado, para o CD ser vendido, para o show estar cheio. Mas não existe nada melhor do que você fazer um show para uma grande galera e todos cantarem suas músicas. Isto é o mais gratificante.
4-) Vocês têm conseguido manter uma freqüência de shows?
1853: O 1853 sempre fez muitos shows (confira a lista completa no www.1853.net ) . Já tocamos nos quatro cantos da cidade e um pouco mais. No exato momento (mar/2002) estamos nos dedicando integralmente à pré-produção do nosso segundo disco, por isso estamos afastados dos palcos.
5-) Fale um pouco sobre a gravação do CD
1853: Gravar é muito bom, mas muito delicado também. Essa história de “quem sabe faz ao vivo” é lenda. A gravação não pode ter nenhum deslize, caso contrário você vai se culpar para o resto da vida. Nosso CD foi gravado no estúdio 624, em Sampa, com produção do lendário Zé Luiz “Heavy”. Levamos alguns meses para concluir o trabalho por diversos problemas: - estávamos muito exigentes com nosso primeiro disco, o produtor teve que se ausentar para acompanhar o Yes na turnê sul-americana, o estúdio ficou com agenda cheia, entre outros problemas, mas quando saiu o CD, foi inacreditável. O trabalho, de um modo geral, superou nossas expectativas. Nesta gravação tivemos várias participações interessantes, entre elas: Ricardo Vergueiro (Strangeways), Pit Passarel (Viper), Marcello Lima (Jovem Pan AM), Ri Frata, Bentivi entre outros.
6-) O que você acha do cenário musical de hoje?
1853: Está em estado terminal. O cenário está fraco e redundante. As bandas novas que aparecem são tão ruins que somem com a mesma velocidade. As gravadoras preferem investir em bandas que já estão encerrando suas carreiras, aí vem aquela “chuva” de acústicos MTV que deixam Nirvana e Lulu Santos com a mesma sonoridade. A culpa não é de ninguém. O mercado sempre foi ganancioso e manipulador. Infelizmente o Rock não faz parte da cultura do povo brasileiro, por isso a dificuldade das bandas em encontrar um espaço decente na mídia. Nos sentimos privilegiados em conhecer bandas que fazem parte da cena underground e que poucos conhecem como: Strangeways, Baranga, Pôors, Moonshadow, Kaktus Kid, Nihilo entre muitas outras.
7-) O que você acha dos meios de comunicação do Rock em geral
1853:A internet é disparada o melhor de todos. Na internet temos chance de divulgar nosso trabalho de diversas maneiras sem ter que pagar “jabá”. Fomos parar até na Holanda!!! As rádios que se dizem “do rock” não cumprem um papel legal, principalmente quando falamos de bandas independentes. O que salva o Rock no Brasil são figuras como o dr. Rock, que hoje em dia tem um programa na Laser FM de São Caetano (região do ABC paulista) e sempre nos convida para uma entrevista, fanzines como Yellow Peppers (também do ABC) que sempre dão uma força ao 1853, a galera da internet, revistas como a Dynamite, Rock Press, Brigade. Confira todas matérias com o 1853 na seção clipping do www.1853.net.
8-) Qual sua perspectiva para o futuro da sua banda e do estilo praticado por vocês?
1853: O 1853 não está muito preocupado com o futuro.Nós descobrimos, com o passar dos tempos, que a melhor coisa é viver sempre o momento. Não dá para saber quantas pessoas conhecem nosso trabalho, quem gosta, quem odeia, então o melhor que podemos fazer é deixar rolar que as coisas vão acontecendo. Sempre temos uma surpresa agradável, como esta entrevista, por exemplo. Quanto ao estilo praticado pelo 1853, no Brasil não é muito comum banda de Hard Rock que cante em português. Isso é interessante, pois cativamos um público que está carente deste tipo de música. Esse pode ser considerado o grande diferencial do 1853
9-) Qual o maior sonho da banda?
1853: Cara, acho que o grande sonho da banda é que nosso trabalho, nosso esforço e nossa luta pela bandeira do Rock Nacional sejam reconhecidos de forma honesta e sincera.
10-) Deixe um recado qualquer para quem estiver lendo esta entrevista.
1853: Convidamos a todos para uma visita ao nosso site oficial www.1853.net , assinem o livro de visitas, comprem nosso CD, ouçam música de qualidade, independente do estilo. …e Deus abençoe a Cerveja, a Mulher e o Rock'n Roll
DEZ/2001 - SITE HARD TIMES
www.hardtimes.cjb.net
1853-Entrevista Exclusiva Hard Times
O 1853 já é uma da principais bandas da cena paulista, detonando uma mistura de hard rock e rock n'roll muito interessante, cantado em portugues, além de ter lançado um o disco "A verdadeira história de Melvin Bell e seus animais assassinos" , que tem além de muito rock n' roll, uma das capas mais legais já feitas no Brasil . Quem quizer pode ouvir o som dos caras no site oficial (muito bem produzido) e até comprar o CD por lá : www.1853.net . A banda tem um show elogiado pela mídia musical, tem tido boas críticas do disco de estréia e como se não bastasse... foi entrevistada no HARD TIMES !!! Temos certeza que eles devem estar emocionados com essa honra!! Quem não estaria ? Afinal, o que é sair na Rock Brigade, fazer belos shows, gravar um disco com produção de primeira e conquistar vários fãs comparado a ser entrevistado no HT ? Mas falando sério, os caras são muito legais e deram um bela entrevista, curtam:
1) A banda é bastante conhecida, mas mesmo assim, se apresente pra galera:
Primeiro de tudo, obrigado pelo bastante conhecida...
Bio Fonseca - baixo/vocais
Fábio Koolu - guitarra/vocais
Tatá Pellegrini - guitarra/backings
Ale Frata - batera
Nós somos o 1853.
2) O que o 1853 anda fazendo ?
No exato momento (finais de novembro / 01), estamos em férias. Apesar de termos feito show na última sexta na festa do Direito da PUC (23/11). Mas em termos de trampo, estamos selecionando novas músicas e trabalhando alguns arranjos para o 2º disco.
3) A inclinação e inspiração da banda é claramente (e felizmente) hard rock, sendo que vcs até citam Mötley Crüe em uma de suas letras, fale pra gente sobre as influencias gerais do 1853 :
Cara, o 1853 é a banda que ouve de tudo. O Bio, ouve MPB, Rock Progressivo e Heavy Metal; o Tatá curte Hard Rock anos 80, Metal, Rock Nacional; o Koolu, também ouve Hard Rock anos 80, Heavy e Setentões; e o Ale curte Rock Nacional anos 80, Hard Rock Inglês, então veja as inúmeras influências, fora o blues que todos curtem. Em termos de banda, temos muitas influências de Cult, AC/DC, Aerosmith, Rita Lee, Barão, Kiss, Enuff Z Nuff, ...
O Mötley por exemplo é uma banda que, nós quatro, curtimos muito. O lance de ser citada na letra de Dr. Rock n Roll foi o seguinte: O Ale e o Koolu estavam no CARTOON BAR N ROLL, era sexta-feira de carnaval de 97, após umas cervas começaram a rabiscar uma letra, adivinha o que estava rolando no som ambiente! Mötley!!! Ai não deu outra "...Dr. Feelgood é quem me deixa bem..."!
4) Por que cantar em português ? Vocês já pensaram em alternar letras em
portugues e inglês para investir no mercado externo ?
Já pensamos. Numa reunião, ou outra sempre alguém sugere cantar em inglês, mas chegamos a conclusão, que por enquanto não é nossa praia. O mercado externo, se tiver que rolar, rola em português mesmo. Existem muitos países da Europa que o rock nacional é bem vindo, assim como o Japão também.
5) Vocês lançaram o disco A verdadeira história de Melvin Bell e seus
animais assassinos, conte como rolou , saiu por gravadora ou independente ?
Cara, esse disco foi a maior adrenalina. Na verdade, esta foi a primeira vez que todos da banda entraram em estúdio pra valer. Sorte que estávamos com o Zé Luiz "Heavy" produzindo e ele botou parte da casa em ordem. Foi todo independente, mas não fizemos sozinhos. Tivemos grandes parcerias como a 624 Produções, Tools & Látero, Estúdio Asas, e uma puta galera que deu uma força e continua conosco até hoje.
6) Na critica ao disco na revista Rock Brigade, foi elogiado o trabalho gráfico,o talento dos músicos, as composições e criticada a produção musical do álbum. Como vcs analizam isso e o que pretendem pro segundo álbum ? A produção será mais poderosa ?
É muito bom quando alguém fala algo da nossa banda ou do nosso disco, enfim, adoramos quando falam do 1853. Todas ascríticas são bem vindas porque podemos analisar, e se necessário mexer no que esteja errado.
O 1853 tem uma identidade musical e queremos seguir esta linha, mesmo que não seja o convencional. Usamos para esse álbum um padrão de mixagem onde a cozinha (baixo e batera) está quase em primeiro plano, por outro lado variamos muito com as guitarras, usamos umas 6 ou 7, mudamos os timbres, procurando dar um clima especial para cada música. Para cada faixa quisemos dar uma cara especial, tanto na mix quanto na gravação. Por exemplo: Em Futebol, temos a participação do Marcello Lima, repórter de campo da Jovem Pan AM; Já na faixa Sereia, nós chamamos uma cantora para fazer o canto da Sereia, colocamos um solo de violino, tuba de chuva...; Rockdelia, que é mais viajante, tem um tecladão, Na abertura de Supertições, criamos um clima de um bar, dentro do próprio estúdio; e por ai vai...utilizamos muitas coisas fora do convencional.
Para o segundo disco, nós temos algumas músicas praticamente prontas e algumas para arranjar. Por enquanto, até para nós, ele é uma incógnita. Assim que terminarmos todos arranjos, vamos ter uma idéia da cara do disco, mas a tendência quando se repete algo é faze-lo melhor.
7) De nota para as seguintes bandas de rock n'roll, sendo 0 uma banda quenão teve nenhuma influencia no 1853 e 10 uma banda que teve grande influencia no 1853: (Nota: Como a banda toda respondeu a entrevista, cada um dos quatro deu notas individuais que depois foram divididas por 4, muito democrático...)
-Poison: (5 + 10 + 10 + 0) : 4 = 6,25
-Camisa de Vênus: (8 + 4 + 0 + 0) : 4 = 3
-Peter Frampton: (8 + 9 +10 + 9) : 4 = 9
-Mötley Crüe: (10 + 10 + 10 + 8) : 4 = 9,5
-Slaughter: (5 + 7 + 10 + 0) : 4 = 5,5
-Dr. Sin: (6 + 5 + 5 + 10) : 4 = 6,5
-Velhas Virgens: (10 + 8 + 10 + 9) : 4 = 9,25
-Made in Brazil: (5 + 1 + 5 + 5) : 4 = 4
-Nelson: (4 + 7 + 10 + 0) : 4 = 5,25
-Bon Jovi: (6 + 8 + 10 + 5) : 4 = 7,25
-Skid Row: (8 + 8 + 5 + 8) : 4 = 7,25
-Babylon AD. : (9 + 8 + 10 + 5) : 4 = 8
-Journey: (9 + 4 + 0+ 10) : 4 = 5,75
-Nirvana: (7 + 0 + 0+ 0) : 4 = 1,75
8)Qual a formação atual do 1853 ? Essa é a formação original ?.
A formação atual é a seguinte: temos duas guitarras (Tatá e Koolu), baixo (Bio) e batera (Ale). O Bio e o Koolu, dividem os vocais principais e o Tatá divide os backings. O microfone do Ale teve que ser excluído porque às vezes quando bebia umas a mais ficava pentelhando o show.
Esta não é a formação original do 1853. O 1853 foi fundado em 1995, em Santo Andrè, região do ABC paulista por Bio Fonseca (ex - Anarchy, Eros), Ri Frata (ex- Slide Boogie) e Palmer (return). Em 1995, Ale foi convidado para substituir Palmer e no ano seguinte (1996) Koolu e Tatá vieram para substituir Ri Frata que havia deixado o 1853 para seguir sua carreira com o Slide Boogie tocando Blues que era a sua vida na música.
9)Vocês tocam cover nos shows do 1853 ? como é o repertório da banda ? Quais
músicas do debut ficam legais ao vivo ?
O repertório da banda é bem eclético. Tocamos Enuff Z'Nuff, Aerosmith, The Cult, Motörhead, Rita Lee, AC / DC, Deep Purple, e muito mais coisa. A galera precisa assistir. Sem dúvida nenhuma, a música do 1853 que mais mexe com a galera no show é Dr. Rock'n'Roll. Mas a Sereia tem boas repercussões, Rockdelia, Eros, Futebol, Superstições. Cada público reage de um jeito.Isso é duca, porque todas as vezes antes de subir ao palco, dá aquela puta adrenal.
10)Essa será nossa pergunta padrão número 9 daqui pra frente. Falaram que
Rockstar ia ser um tributo ao Judas Priest e no final não foi nada disso, o
filme é baseado na história do Ripper Owens, mas é 100% hard rock, tendo inclusive Living on a Prayer (BJOVI) e Wild Side (CRÜE) tocando durante a fita. O que vcs acharam do filme?
Ainda não vimos o filme, mas pelo que a crítica escreve, o filme foi realmente baseado na história do Judas. Rola muita grana por trás de tudo isso e com certeza alguém não aceitou a proposta. O importante é que em pleno fim do ano de 2001, saiu um filme que fala de uma banda de heavy dos anos 80. Isso é duca.
11)De onde diabos vocês tiraram o nome "O retorno, naum sei o que,lá gato assassino, Marvin Bell..." , nem sei se é esse o nome mesmo do disco, admitam que é dificílimo de lembrar...
Isso fez parte da criação da capa desenvolvida pela Tools & Látero. Os caras piraram nesta idéia e nós compramos. Quando eles apresentaram o lay-out da capa para nós, ficamos sem ação, mas acostumamos com a idéia. Ficou muito legal, adoramos o trabalho deles. O fato de ser difícil para guardar o nome é proposital. Quando lançamos a demo Rockdelia (algumas músicas estão disponíveis em nosso site) muitas pessoas achavam que este era o nome da banda e não 1853. Agora ficou mais fácil de guardar 1853.
12) E é claro, porque 1853 ?
O nome, como grande parte de nossas letras, saiu em bate papo de bar. Aliás quase tudo no 1853 funciona sentado num bar. Em 1996, o Tatá e o Koolu forma convidados para entrar no 1853 durante umas boas rodadas de Bohemia. O nome homenageia a fundação da primeira cerveja oficialmente brasileira. Como dissemos, quase tudo acontece num bar. ...e Deus abençoe a Cerveja, a Mulher e o Rock'n'Roll.
13) Como foram as vendas do disco de estréia ?
Foram boas, mas não superaram nossas expectativas, por enquanto. O CD está em algumas lojas, a distribuição é feita pelo Vlamir da VF Records e estamos negociando com outras empresas para aumentar a distribuição. O disco também está à venda em nosso site (www.1853.net) . O grande problema, é que sem 'costas quentes' é muito difícil conseguir qualquer coisa, mas continuamos na estrada.
14)Pesquisa Hard Times: o Riff MTV é ou não uma piada ?
O programa tem seu lado legal, rolam muitas bandas totalmente independentes, e uns clipes bem inusitados, tipo um do Lemmy com o Ozzy cantando juntos. Na verdadade eles misturam de tudo, Heavy, Hard Rock, Punk, Hardcore, Ska, Rock Nacional, New Metal, Rap Core...
Mas se a intenção dos caras era fazer um programa que substituísse o Fúria, ai temos que concordar que os caras viajaram na maionese!!!
A TV, de um modo geral, é uma piada. O negócio é não esquentar a cabeça e ouvir um rock'n'roll.
15)O que vocês andam ouvido ?
Estamos ouvido Black Crowes, Enuff, Maiden, Rock Nacional, Lenny Kravitz, Aerosmith, Mötley, Judas, Kiss, e mais um monte de coisas. O de sempre.
16)Associação de palavras, dizemos o nome e vcs dizem o que pensam:
-Animal Records: loja de CDs que dá uma força ao 1853
-Rock Brigade: revista boa com anos de estrada
-DR. SIN: banda injustiçada
-Marcelo Nova: devia ter continuado no Camisa de Vênus.
-Grunge: Estilo mais legal que os de hoje, mas não tão legal como os anos 70 e 80!
-Angra: Agora com o Edu o circo vai pegar fogo
-Shocker: Banda de atitude, bom repertório de covers
-Tempestt: Excelente banda, com excelentes músicos e um puta repertório.
-Mr. Vulture: ?????
17) Já que a banda toda está respondendo, agora cada integrante diz quais são os 5 maiores nomes no seu instrumento, o vocal diz 5 vocalistas e assim por diante...
Ale Frata:
Nicko McBrain (Iron Maiden), John Bonham (Led Zeppelin), Neil Peart (Rush), Ian Paice (Deep Purple) e Paulo Zinner (Golpe de Estado).
Bio Fonseca:
Vocalistas: Ian Atsbury (Cult), Ian Gillan, Jon Anderson (Yes), Bruce Dickinson & Dio.
Baixistas: Geddy Lee(Rush), John Entwistle (Who), Chris Squire (Yes), Geezer Butler & Steve Harris.
Fábio Koolu:
Vocalistas: Donnie Vie (Enuff), Jane Lane (Warrant), Rita Lee, Freddie Mercury (Queen), John Corabi (Ex-Motley /Ex-Union).
Guitaristas: Adrian Smith (Iron Maiden), Jake E. Lee (Ozzy), Jimmy Page (Led Zeppelin), Joe Perry (Aerosmith), Ace Frehley (KISS).
Tatá Pellegrini:
Zakk Wilde (Ozzy), Randy Rhoads (Ozzy), Slash (Slash Snake Pit), Nuno Bittencourt (Extreme), Steve Ray Vaughan.
18)Escolham uma opção em cada uma das duplas:
-Rock Brigade ou Roadie Crew : Ambas
-Velhas Virgens ou Blues Riders: Velhas Virgens
-Frontline Records ou Animal Records: Animal Records
-Manifesto ou Black Jack : Manifesto
-Ciberjack ou Angel Heart: ????
-Marshall ou Meteoro : Marshall
-Washburn ou Tagima : Fender e Benedetti
-Poison ou Mötley Crüe : Mötley
19) That's it , valeu ao 1853, deixem um recado pra galera e em breve,
review completo do álbum "Os animais felizes do Cristian Slater" ou qualquer
coisa assim...
Galera, não tem muito o que dizer. Beba com moderação e ouça muito Rock'n'Roll, que faz bem!
Feliz Ano Novo, e com certeza nos veremos na estrada.
Valeu Hard Times!!!
Trupe 1853
Ale, Bio, Koolu & Tatá.
É isso, mais uma entrevista de qualidade, não esqueçam de baixar o sons do 1853 no site oficial ! Valeu ao 1853 pelas ótimas respostas e!!
JUL/2001 - SITE BRAZIL METAL LAW
www.brazilmetal.cjb.net
1853 - O ESPÍRITO ROCK N' ROLL
A banda 1853 lançou neste ano o seu 'debut', com o chamativo nome: A Verdadeira História de Melvin Bell e seus Animais Assassinos. A crítica vem elogiando muito o álbum, que segue no estilo rock básico, sem grandes frescuras, coisa comum nos dias de hoje. A banda é formada por Ale Frata (bateria), Tatá Pellegrini (guitarra), Fábio Koolu (vocal/guitarra) e Bio Fonseca (vocal/baixo). Conversamos com toda a banda sobre toda o passado/futuro/presente do 1853, nesta outra entrevista exclusiva do site Brazil Metal Law.
BRAZIL METAL: Qual a origem do nome 1853?
1853: Na época da primeira formação da banda, procurávamos um nome ligado à cerveja, bar, rock'n'roll e chegamos no nome 1853 em homenagem à fundação da primeira cerveja brasileira. Quando vocês estiverem tomando cerveja, procurem uma ligação com 1853.
BRAZIL METAL: Conte-nos um pouco sobre a história do 1853...
1853: A banda foi formada em 1995 em Santo André, região do ABC paulista. No início era um power trio formado por Bio, Ri Frata (ex- Slide Boogie) e Palmer (Return). Desde 1996 0 1853 forma um quarteto composto por duas guitarras (Tatá & Koolu), baixo (Bio) e bateria (Ale).
BRAZIL METAL: O estilo do 1853 sempre foi o mesmo?
1853: Sim. Desde o início a proposta da banda foi fazer um som cantado em português com pitadas de hard rock, rock'n'roll e MPB.
BRAZIL METAL: O que a banda lançou antes do seu 'debut'?
1853: Participamos da coletânea Rock Paulista III com produção executiva do baterista Duda Neves e lançamos a demo Rockdelia com quatro faixas que foram gravadas ao vivo em estúdio em aproximadamente seis horas.
BRAZIL METAL: Por que foi escolhido o nome "A Verdadeira história de Melvin Bell e seus Animais Assassinos"?
1853: Tomando por base a experiência obtida com a demo Rockdelia, onde as pessoas faziam confusão entre os nomes da demo e da banda, resolvemos optar por um nome que não propiciasse este tipo de confusão e mesmo assim ainda gera uma pequena confusão. [risos]
BRAZIL METAL: O título do cd tem alguma ligação as suas músicas?
1853: Diretamente com as músicas não, mas as vinhetas de abertura (18) e encerramento (53) fazem o link com a capa do CD.
BRAZIL METAL: Quanto tempo a banda ficou em estúdio preparando o cd?
1853: Aproximadamente um ano e nove meses.
BRAZIL METAL: A banda sofreu algum problema para gravar o cd?
1853: Vários, muitos mesmo... O básico: Falta de dinheiro. Mas existiram diversos problemas como: dispensa do vocalista (reprovado no teste de horário após seis meses), viagem do produtor (esta está desculpada porque o Yes o seqüestrou para concluir a turnê sulamericana), horários de estúdio e trabalho (cada um de nós tem um trampo diferente da banda), etc.
BRAZIL METAL: Como vem sendo as críticas sobre o 'debut'?
1853: Os melhores possíveis. O trabalho demorou, mas o produto final ficou acima do esperado tanto na parte de áudio como na parte gráfica.
BRAZIL METAL: Qual e expectativa da banda para um próximo lançamento?
1853: Todas e mais um pouco. Temos várias músicas encaminhadas para o segundo trabalho. Aguardem... (só não sabemos quanto tempo). [risos]
BRAZIL METAL: Como ficam as músicas ao vivo, já que a banda possui 2 vocalistas?
1853: As músicas que o Bio canta no CD ele canta no show. As músicas que o Koolu canta no CD ele canta no show e a música instrumental continua sem vocalista. [risos]
BRAZIL METAL: Falando em shows, como são os shows da banda?
1853: Nós tocamos para uma pessoa como tocamos para o Pacaembú lotado. Nota-se que nunca tocamos no Pacaembú, mas já fizemos vários shows para poucas pessoas. Quando nós estamos em cima do palco, estamos todos ligados em 220v, procurando passar a maior energia para o público que é tão responsável pelo show quanto o 1853.
BRAZIL METAL: Deixe uma mensagem para os visitantes/leitores do site Brazil Metal Law.
1853: E Deus abençoe a cerveja, a mulher e o Rock n'Roll. [risos]
MAI/2001 - YELLOW PEPPER' S - ANO 1 / Nº 2
ENTREVISTA BANDA 1853
"E DEUS ABENÇOE A CERVEJA, A MULHER E O ROCK'N'ROLL"
Se você gosta de rock 'n' roll, esta é uma oportunidade rara de conhecer uma excelente banda (melhor mesmo que muitas que vêm se lançando ultimamente na mídia televisiva). Trata-se da banda 1853, que está lançando seu ótimo CD de estréia, intitulado "A Verdadeira História de Melvin Bell E Seus Animais Assassinos". Vá aos shows, compre o CD, mas por enquanto confira esta entrevista exclusiva e descontraída regada a muito rock 'n' roll e cerveja. P.S. : o show de lançamento do CD, realizado no dia oito de Abril na Choperia Woodstock, em São Paulo, foi uma legítima festa do mais puro, bom e velho rock 'n' roll
YP - Vocês estão lançando o seu primeiro CD, intitulado "A Verdadeira História de Melvin Bell e Seus Animais Assassinos". Falem um pouco sobre ele, inclusive sobre a parte gráfica que é bastante interessante.
TATÁ - Este CD é composto de várias músicas de várias épocas. Todas composições nossas, né. E tem coisa de banda que eu tocava com o Bio antigamente no Anarcai. A gente tinha 15/16 anos, e a gente gravou umas músicas dessa época, como "O Que O Indivíduo Está Fazendo". Então, aí tem música instrumental, música que eu e o Koolu compomos depois no 1853. Então, o conteúdo do CD é bem diversificado, né.
BIO - O revival de nossa vida.
Koolu - Tem uma música que é do Ricardo Vergueiro, que é o vocalista e guitarrista do Strangeways, que é a outra banda do Tatá. Eles tocam em inglês... cantam em inglês, desculpa, e o Ricardo fez esta música em português e ofereceu pra gente, né, que é a "Futebol". E o título do CD, é... isso foi uma criação da agência Toozi Latero que fez toda a parte gráfica do nosso disco. Fizeram um CR-ROM pra gente apresentar pras gravadoras e tal, e o título é uma criação deles, né. O palhaço eu não sei se é uma criação deles ou não. Isso aí é uma coisa que eles deixaram em aberto até pra gente, né, o palhaço é uma incógnita.
YP - No caso, o título do CD... aquelas vinhetas que vocês colocaram no começo e no fim, têm alguma relação ou conexão com o conteúdo das letras?
TATÁ - Isso foi de última hora, veio a capa do CD, o nome do CD, a gente falou: "meu, a gente precisa ter algum link com o título e com a história, pelo menos pro pessoal linkar a coisa". Então a gente fez uma vinheta de abertura e uma de finalização do CD.
Koolu - Linkar a capa com a vinheta do início e com a vinheta do final. O resto do disco não tem o contexto.
TATÁ - O resto do CD são músicas, aí seria a banda mesmo. Não tem nada a ver com o nome do disco.
BIO - Foi uma maneira que a gente procurou pra integrar, né, que não tem nada a ver, mas é assim... a gente colocou o nosso som, né... enquanto a coisa tá rolando de fato dentro dessa história.
YP - É um orgasmo, né.
ALE - Porra, é um orgasmo. Só que esse orgasmo é ao contrário. A gente é que engravida, né. (risos gerais)
YP - Vocês tocam um rock'n'roll bastante clássico, como as grandes bandas dos anos 70, e isso é evidente no trabalho de vocês, porém, a música "Superstições" lembra muito os velhos e bons tempos do Barão Vermelho. Eles são uma referência pra vocês?
TATÁ - O Barão Vermelho é uma boa referência... a parte rock do Barão Vermelho. Depois, quando ficou pop, foge um pouco de nossa praia.
YP - É na época em que eles tocavam em trio.
TATÁ - Isso, da época do Declare Guerra.
Koolu - A gente tem influência de Barão...
BIO - O Carnaval é uma boa referência pra nós...
Koolu - ... tem influência de Rita e anos 70.
BIO - Carnaval o disco do Barão, não o carnaval.
ALE - Apesar que a gente... tem uma curiosidade, já que a gente falou em carnaval. A "Dr. Rock 'n' Roll" (música de abertura do CD) é uma filha de carnaval. Porque... assim... um amigo nosso, o Maurício Pupo, que é um dos compositores, tinha um bar em São Paulo, Cartoon Bar And Roll, e um dia ele ligou pra gente e falou "vamos fazer uma brincadeira a tarde". Era semana... era o feriado de carnaval...
BIO - Sábado de carnaval.
ALE - ... e a gente foi lá fazer uma jam, brincar... que a gente sempre tocava junto e tal... e, menos o Tatá, a banda inteira foi tocar. E na Sexta Feira de carnaval, eu e o Koolu sentamos e começamos a escrever a letra dela.
Koolu - No bar.
ALE - No bar. No mesmo bar. E no Sábado de carnaval saiu a instrumental da música. Então, a "Dr. Rock 'n' Roll" é uma filha de carnaval.
YP - Deixando o Barão Vermelho de lado, quais as demais referências musicais de vocês, as principais influências mesmo, e qual a cara que vocês buscam para o som do 1853?
Koolu - Tem referência musical, assim, muita coisa dos anos 70, 80... até anos 90. A gente ouve de tudo, né. A gente também ouve MPB. Então tem influência de Zé Ramalho e coisas assim...
BIO - Principalmente nos backing vocais.
TATÁ - Vai do Kitaro ao Motorhead. (risos gerais)
YP - Bem abrangente, hein? (risos incontidos gerais)
BIO - Não rolando pagode, sertanejo e dance music, tá valendo. A gente é bem eclético. (risos histéricos de todos)
YP - Cai bem até pro título da matéria: "1853 - Do Kitaro Ao Motorhead". (risos gerais)
TATÁ - Cê tava falando sobre referência de música. Cê fez uma comparação muito sadia e muito legal com o Barão Vermelho que é uma banda não só que a gente tem influência, como também admira por inúmeras razões. E eu ouvi uma frase de um cara, um amigo meu, meu professor de guitarra... e ele falou o seguinte: "Rock'n'roll é o seguinte: 'você tem que tirar o máximo do mínimo.' Então, o rock'n'roll é a estrutura de música mais simples. O chalala-ti-bum é mais complexo que o rock'n'roll. Mas você tem que fazer daquele rock'n'roll o mais legal possível'". Então, é tirar o máximo do mínimo. Então, você com uma fórmula simples consegue fazer inúmeras variáveis para fazer uma música legal.
YP - O que é Rockdelia (título da música que fecha o CD) ?
ALE - A "Rockdelia", na verdade, conta o começo da história do 1853. Porque "Rockdelia" era a nossa turnê, né. Porque nós somos bem viajantes, então a gente entrou em turnê. Cara, a nossa turnê era de bar em bar, mas era uma turnê. E a letra... ela fala basicamente disso, da estrada que cê tá seguindo, que tem pedra, tem curva, mas, meu, cê tem que fazer a curva, cê tem que passar por cima da pedra porque senão você não vai chegar no topo, que é onde a gente quer chegar.
TATÁ - Não adianta você só admirar uma banda famosa, por exemplo, um cara que é seu ídolo. Se você admira, beleza, já é um passo. O segundo passo, se você fizer o seu hobby, sei lá, sua música, se você não sonhar com aquilo e não acreditar que aquilo é praticamente verdade..., ou seja, a gente faz, a gente chama as coisa de turnê, a gente leva muito a sério isso. Então, é como se fosse de verdade, quer dizer, é de verdade mas a gente não vive disso. Isso não dá dinheiro, não sustenta, mas a gente trabalha como se fosse. Então, é a alma em cima disto. Porque é tempo, é trabalho, é força, é cansaço, dinheiro...
BIO - Isso tem até na própria letra da música, que a gente se sente como os nossos super-heróis. Porque a gente a vida inteira foi em show, viu show, ouviu música, e quando você tá tocando, quando cê tá em cima do palco, é aquela coisa de você alcançar, se sentir como sendo o seu ídolo. Só mais um comentário também é que o nome da música "Rockdelia" é mais uma influência da década de 70, que é a mistura de rock com a psicodelia.
YP - Vocês trabalham muito bem a parte vocal de suas músicas, coisa rara no rock'n'roll atual. Os Beach Boys e os Beatles de certa forma foram pioneiros nisso, e o Queen, provavelmente, foi quem melhor trabalhou a parte vocal dentro do rock. Essas bandas são referências para vocês?
ALE - É assim, a gente trabalha... a gente trabalha backing, né, e faz tudo... e tem essas influências de Beatles, Queen, e... a gente trabalha e tem um amigo nosso também que, meu... ele que curte... tá na estrada aí com a gente também... ele é mais...
BIO - A gente sentou pra fazer o arranjo também junto com ele... a gente participa... a gente faz um arranjo primeiro depois ele ajuda, né.
ALE - A gente também arranja o vocal e tudo mais. Então teve esse auxílio do...
BIO - Só mais uma coisa. Tem mais uma influência que é nossa e é dele também. Se vocês não conhecem, a gente tá contando pra vocês ouvirem o Enuff'Z'nuff. Se vocês conhecem... se vocês não conhecem, ouçam porque vocês vão ver também um trabalho vocal.
ALE - O Enuff'Z'nuff é uma banda de cabeceira de 75 % da banda aqui, porque, meu, eu amo essa banda, o Koolu também, o Bio também. O Tatá é o que menos gosta, mas a gente até tocava uma cover deles, "Mr Jones", que é uma música que, meu, acabava o show, as pessoas iam perguntar pra gente: "cara, de onde é aquela música? É de vocês?". A gente fazia com tanto carinho a música que despertava a curiosidade do público.
BIO - Só uma coisa também que é interessante, essa banda fez uma versão da "Jealous Guy" do John Lennon, que é uma das coisas mais lindas que eu ouvi na minha vida.
ALE - John Lennon virou no túmulo.
BIO - É, ele deve ter se mexido dentro do túmulo depois que essa versão saiu. Eu tô colocando pra todo mundo que quiser ouvir essa versão de "Jealous Guy" que é muito bonita mesmo. Está no disco Seven.
Koolu - É, a gente trabalha tanto a parte vocal quanto a instrumental. A gente procura explorar bastante o timbre, explorar... meu, o trabalho de guitarra, eu e o Tatá, a gente senta junto, faz, aí depois...
TATÁ - Terça, Quinta...
Koolu - Terça, Quinta... faz uma linha de guitarra, outra linha de guitarra.
ALE - O Fábio aqui, ele monta outra linha, daí depois eles casam a batera com o baixo. Então quer dizer, a gente faz um trabalho não só vocal como também no instrumental.
BIO - Eu acho que o grande forte do 1853 é o conjunto. Individualmente ninguém é estrela. Todo mundo tem as suas limitações, tá, acho... o legal da banda, de trabalhar com esses caras aqui que 'tão do meu lado, é o conjunto, é a harmonia, é... a gente consegue fazer um negócio legal com isso.
ALE - São os quatro juntos. As pessoas perguntam: "Quem é o líder da banda?"
TATÁ - Eu.
ALE - Meu, não tem líder da banda.
TATÁ - Eles acham que não tem, mas sou eu. (risos gerais)
ALE - O negócio interessante é que o 1853 é uma empresa de quatro sócios e 25% de ações de cada um. Ninguém vai tomar uma atitude sem consultar o outro, ou chegar e dar ordem, ninguém faz isso. Isso aqui pra gente é nulo, é... ou a gente vai junto ou ninguém vai. É uma coisa muito importante, e eu sei que é o pensamento de nós quatro, é... se não fosse nós quatro não ia rolar. Se alguém sair dessa banda, meu, é provável que a banda acabe ou mude de nome, aconteça qualquer coisa, meu, mas vai ser difícil ser 1853.
TATÁ - O Alê e o Bio se conhecem há 20 anos... há 21 anos. Eu conheço os dois há 10, 11 anos. Nós três conhecemos o Koolu há 6, 7 anos. Então é uma amizade sólida. Então, tem muito respeito um com o outro. Tem stress? Tem, claro.
YP - A primeira demo de vocês chamava-se "Rockdelia". O que vocês puxaram dela para esse CD?
TATÁ - Aquela demo foi uma tentativa de acabar a banda. (risos) Porque a gente se enterrou no estúdio durante 48 horas e só saiu briga.
1853 - Não, não, não.
TATÁ - Não foi esta?... Ah, é verdade. Eu falei merda. Eu não vou falar mais nada aqui.
Koolu - Essa foi o seguinte, a gente gravou a demo em 4 horas... 6 horas. Gravou ao vivo o instrumental sem voz e depois botou a voz em cima. Na demo tinha as músicas: "Gatos Pardos" abria a demo, na seqüência tinha a "Dr. Rock 'n' Roll", "Sem Nome" e "Quem Quer Que Seja". A gente pegou duas da demo...
BIO - Vocês podem adquirir pelo nosso site em MP3, não tem no CD, "Quem Quer Que Seja" tem em MP3.
Koolu - E... o que a gente fez. Além destas músicas..., a gente já tinha outras músicas que a gente já ensaiava. Por exemplo, a "Eros Perfeito" foi a primeira que a gente pegou. Eles dois já estavam na banda. Eu e o Tatá, a gente entrou depois, né, a gente entrou em 97. A primeira música que a gente ensaiou foi "Eros Perfeito" e "O Que O Indivíduo Está Fazendo?", só que elas não foram gravadas. Elas já tinham sido gravadas em versões anteriores pelos outros dois e o Ri que é o antigo guitarrista.
ALE - Na verdade, a "Eros Perfeito" já teve zilhões de versões. Ela era de uma banda do Bio que chamava Eros, antes da gente tocar junto no Anarcai, que eles tocavam a "Eros Perfeito". Aí o Anarcai tocou uma outra versão. Aí o 1853 começou com uma versão de "Eros Perfeito", gravou uma outra pra demo e depois gravou a outra no CD. Então você vê que é uma música de... é uma música sem personalidade, né.
Koolu - Mais pra frente a gente vai lançar um single dela com... com as sete versões.
TATÁ - Mas aí a gente pegou esse trabalho da demo e..., quando a gente foi gravar o disco, a gente... meu, a gente fez até uma..., sei lá, a gente fez uma... mudou um pouco o repertório que a gente 'tava tocando... a gente tocou na turnê Rockdelia inteira essas músicas mais algumas que a gente limou e colocou músicas novas. Então tem 4 músicas que saíram depois que acabou a turnê Rockdelia, que é "Futebol", "Superstições", "Sereia" e "Ovo Podre". Não, "Ovo Podre". Bom, são quatro músicas que entraram depois.
ALE - A gente fez uma seleção e deixou umas músicas no forno pro futuro, como a "Quem Quer Que Seja". A gente tem umas idéias pra frente de fazer um disco conceitual e a "Quem Quer Que Seja" fala muito de política. Então a gente pretende deixar ela no forno até chegar nesse disco. Mas aí é um negócio de uns 4 ou 5 anos.
YP - E qual o significado do nome "1853"?
BIO - A banda foi formada num power trio. Quando a banda foi formada ainda não tinha um nome. A gente já ensaiava, por sinal em Santo André. Hoje ela já é uma banda paulistana. Os ensaios ocorriam aqui em Santo André. Eu era o único paulistano. A gente foi pr'um bar, o Ale não era da banda ainda mas 'tava junto na reunião, o primo dele era um guitarrista da banda na época. A gente 'tava no bar e "meu, precisamos de um nome pra banda", e veio aquele monte de nome furado, "os pára-choques não sei o quê e tal", até a hora que o velho Noel virou pra gente e falou: "Meu, que papo chato". A gente 'tava tomando uma breja, e ele olhou pro rótulo da garrafa da cerveja, que no caso era uma Boêmia, que é a primeira cerveja oficial, e aí ele falou: "Meu, porque vocês não põem o nome de 1853?". E aí vestiu... modelito do número certo, perfeito, aquela que cê compra no escuro pra sua namorada... tamanho certo. Vestiu, o cara falou e todo mundo tâm... ligou as antenas e é esse o nome.
ALE - É super rock 'n' roll, cara, porque desperta a curiosidade nas pessoas e quando elas descobrem que é da cerveja... é,... ocorreu um fato muito interessante quando a gente tocava no Cartoon, cara. O estoque de cerveja Boêmia do cara baixava, porque os caras faziam questão de olhar pra gente enquanto a gente tocava e levantar a garrafa e mostrar "ó, eu tô tomando Boêmia".
BIO - O patrocínio, a gente tá em negociação. (risos)
YP - Vocês começaram em Santo André, como vocês falaram, mas é uma banda paulistana. Nosso fanzine só circula aqui no ABC, feito pro pessoal do ABC e tal. Como vocês, o pessoal de São Paulo vêem a cena do rock no ABC e quais os planos que vocês têm para tocar por aqui? Quando vai rolar um show por aqui?
TATÁ - O ABC sempre teve fama de ser um lugar onde rola muito rock 'n' roll, sempre teve essa boa fama, e a gente a partir do dia 8 de abril, que é o lançamento do CD, a gente vai marcar uma série de shows porque...
ALE - Já tem alguns shows marcados.
TATÁ - Já tem mas a gente quer marcar vários shows e, meu, todas as oportunidades que a gente tiver de tocar, pra divulgar o nosso trabalho, puta meu, vamos dar um apoio pr'um bar, a gente vai fazer qualquer coisa, meu... a gente tá tocando e divulgando.
BIO - Eu queria comentar um detalhe. O primeiro show do 1853 foi em São Caetano, foi o primeiro show da banda com a primeira formação. Na época a gente fazia basicamente cover dos Beatles, Van Halen, Red Hot Chilli Peppers, Jimmy Hendrix, duas músicas que a gente ainda tá fazendo e "Eros Perfeito". Depois, com a transformação da banda, o Ale na batera e os outros dois guitarristas que entraram, a gente começou a tocar mais som próprio, e sempre a gente recheia com algumas covers, mas o primeiro foi no ABC.
ALE - E o detalhe é que eu fui o fotógrafo oficial desse show. Eu era o cara que ficava atrapalhando todo mundo que 'tava querendo ver a banda, pra registrar o primeiro show do 1853.
BIO - De fotógrafo a baterista.
ALE - Tudo tá ligado a arte, né. E é sempre importante frisar, já que vocês tocaram no assunto ABC, que meu, as portas mais abertas pro 1853 hoje estão no ABC. A gente já fez uma entrevista na Rádio Livre FM, no programa "Galera Rock'n'Roll". A gente fez o "Dr. Rock", agora o fanzine de vocês, né, o "Yellow Paper", né. Então, isso é muito legal, né, e a gente percebe porque é que o Grande ABC é tão rock'n'roll. Porque as pessoas gostam de rock'n'roll e aqui elas têm acesso ao rock'n'roll.
BIO - Tem gente trabalhando por trás. A galera que gosta de rock'n'roll trabalhando por trás.
ALE - O pessoal não tá a fim de saber só de bundinha na televisão. Porque nós,... aqui ninguém tem bundinha bonita e, graças a Deus, a gente tem um espaço muito legal.
Koolu - E aqui a gente sabe que tem um público, inclusive por causa de bandas que influenciam a gente, que é o Golpe de Estado, que tocou aqui direto, que meu,... eu até achava que o Golpe de Estado era do ABC, cara.
YP - Eles têm um público aqui que eles não têm no país inteiro.
TATÁ - E eles mostram que o ABC tem um público de rock muito forte.
BIO - Aproveito e mando um abraço pra galera do Golpe e pro Paulo que é o nosso amigo, grande amigo.
ALE - Grande amigo, mentor e guru.
YP - Aliás ele prometeu uma entrevista pra gente e até agora, nada.
ALE - Meu, isso é típico do Paulo. O Paulo já foi pro Black Jack, chegou lá pra fazer um show e...
"Paulo, cadê sua bateria?" aí ele "Porra, era pra eu trazer a bateria?". (risos). Mas o Paulão é um grande amigo, nota mil. Pra mim, ele está entre os três melhores bateras do mundo, e não é puxassão de saco porque... eu gosto dele, de Ian Paice, de John Bonham... e... e... são três caras que eu acho que eles tocam rock and roll...
BIO - Você esqueceu do Neil Peart.
ALE - Não, mas pra mim, esses caras estão acima do Neil Peart, porque eles tocam um rock'n'roll que ninguém toca, cara.
YP - A gente vai...
TATÁ - As datas, as datas. A gente vai estar no Garden's Place no dia 18 de Maio, inclusive a produção do "Dr. Rock" vão junto com o Renato, eles vão estar lá e provavelmente o Dr Rock vai estar apresentando o show.
YP - A gente vai fazer uma pergunta pra vocês... todas as entrevistas que a gente faz, a gente coloca esta pergunta. O que é o Rock 'n' Roll pra vocês?
BIO - Acho que aí cada um pode dar a sua versão, né. É..., eu acho que, meu... o rock 'n' roll tá no sangue. O que é, é foda de falar.
ALE - Ó a boca.
BIO - Vocês podem escrever com PH na hora que não tem problema. Mas meu, o rock 'n' roll é uma coisa que mexe com a gente, cara, porque..., eu acho que não tem público mais fiel do que o público do rock'n'roll, porque a música vai, a música vem, é..., vem moda, vai moda e quem é fiel ao rock'n'roll, ouve rock'n'roll até morrer. Então é uma coisa mágica. Eu acho que é o máximo que eu posso falar. É uma coisa mágica que mexe com o sentimento da pessoa e tá dentro... tá rolando no sangue da pessoa, porque ela vai com ele até a morte. Rock and Roll na veia.
ALE - Pra mim, cara, o rock'n'roll é um negócio assim, um negócio mágico, é um negócio que me dá tesão,... literalmente. Eu não tocaria numa banda, meu, isso cê pode até deixar registrado, meu, eu não tocaria sertanejo por dinheiro, eu não tocaria pagode por dinheiro, eu tocaria por diversão, por dinheiro não. Como que eu acho que ia ser...tipo meio que eu também não tocaria rock'n'roll só por dinheiro, porque senão eu iria tocar qualquer merda. O rock'n'roll é um negócio mágico, um negócio assim que não existe. Tanto é que tem várias tendências, como um Chuck Berry, que é diferente de um Deep Purple, que é diferente do Iron Maiden, mas todos são rock'n'roll. Cê pode falar que o cara é heavy metal e beleza, mas ele é rock'n'roll. E o rock'n'roll é uma atitude, é um negócio assim, igual o Bio falou, que tem um público fiel. É um público que, meu, o cara não tem dinheiro pra comprar comida, mas ele tem dinheiro pra comprar uma camisa do Iron Maiden ou coisa assim. O rock'n'roll é um negócio que move nações e é uma língua universal, porque se a gente for tocar no Japão, o japonês vai curtir, se a gente for tocar na Tailândia, o Tailandês vai curtir, então é um elo entre as nações.
YP - Uma espécie de estilo de vida.
ALE - É, meu, é um estilo de vida, meu, é, é atitude, meu, você define as coisas pelo rock 'n' roll, entendeu. Meus melhores amigos, eles gostam de rock'n'roll. Não que eu faça distinção, mas eles gostam de rock'n'roll. Porque? Porque na hora que eu tô me divertindo eu quero ouvir rock'n'roll, e, meu, eu não quero incomodar ninguém ouvindo rock'n'roll.
Koolu - Eu acho assim, até completando um pouco o que eles falaram, meu, é aquela coisa, o pessoal vai e se diverte e curte. É..., não larga da coisa de "modinha aqui, puta, estourou 'não-sei-quem' e vai todo mundo ouvir. Passou dois meses, acabou a moda e os bum-buns ficaram iguais". (risos gerais) É aquela coisa que, meu, se o cara escuta rock, ele gosta de rock, ele não larga do rock. Ele pode até começar a ouvir mais coisas. Tipo eu, tive uma época radical pra caramba, só ouvia metal, metal, metal, metal. Aí cê começa a abrir assim, meu, e aí você fala, "meu, isso é do caralho, isso é do caralho". E eu comecei a ouvir, graças ao meu pai, desde pirralho, desde que eu me entendo por gente eu escutava Creedence em casa. Meu pai ouvia muito, sempre foi muito fan, e com 12/13 anos de idade assim, eu lembro que eu saí, assim, ganhei um rádio-gravador do meu pai e ele falou: "escolhe uma fita". E lá fui eu naquele bolinho de fita, pego uma fitinha e gostei da capa, era como se fosse uma revista em quadrinhos. Era o "Destroyer" do Kiss. Levei pra casa, ouvi e falei "meu, que do caralho esse som e não-sei-o-que". E na mesma noite estava passando o especial do Queen, que aliás o Bio viu. Foi na época que o Queen 'tava no Brasil e tava passando o especial do Queen na Rádio Bandeirantes. Aí eu falei "meu, preciso testar esse rádio-gravador". Botei uma fitinha lá, botei pra gravar e fiquei ouvindo Queen até não poder mais e aí fodeu de vez.
ALE - Deixa eu só fazer um link aqui no que ele falou em relação ao Queen. Porque o Queen... eu passei umas féria de Janeiro em Ubatuba com uns amigos, os caras amavam os Beatles, então rolou uma overdose de Beatles e eu nem sabia o que era, eu tinha treze anos. Então, beleza, a prmeira coisa que eu fiz quando cheguei em São Paulo foi comprar o álbum azul e vermelho. Mas um dia eu 'tava ouvindo uma rádio na época, não sei se era Pool Fm, que hoje é a 89, e eu ouvi a "Crazy Little Thing Called Love". E então aí eu falei "cara, o que que é isso? Que música é essa?". Aí eu anotei e aí minha avó falou: "o que é que cê quer de Natal?". E eu falei: "Vó, eu quero um disco do Queen que tem a música "Crazy Little Thing Called Love"". E dalí pra frente, bicho, o rock'n;roll entrou no meu sangue e faz parte, é meu glóbulo preto e branco, meu, sei lá.
BIO - É engraçado como o rock'n'roll aparece na vida das pessoas, cara. Cada um tem uma peculau... peculiaridade, mas é um negócio que toca mesmo né.
YP - Por coincidência eu sou fan do Queen incondicional...
TATÁ - A minha introdução no rock'n'roll, digamos que foi curiosa porque, porque eu fui na Hi-Fi um dia com meu pai e com minha mãe e eu não sabia se eu comprava um disco do Iron ou do Devo. E eu, graças a Deus, eu escolhi o disco certo. (risos)
BIO, Koolu e ALE - Iron, Iron, Iron, Iron, Iron, Iron.
TATÁ - O rock'n'roll é uma das poucas coisas que me enchem os olhos de lágrima, de emoção. Só isso.
YP - Bom, antes de fazer a última pergunta, cara, eu queria falar pra vocês o seguinte, cara, foi até um consenso entre eu e ele, a gente 'tava comentando enquanto vocês estavam tocando. A gente queria dar os parabéns pra vocês, porque a banda de vocês é muito boa.
1853 - 'Brigado.
YP - A gente quando começou... quando a gente teve a idéia de fazer o fanzine... e até demorou pra sair porque aí eu tive uns problemas, a gente parou, depois voltou depois com o projeto. Mas a gente sempre comentou "ó meu, só vai entrar banda que interessar, se tiver dentro daquele espírito de rock que a gente sempre teve desde criança, que a gente sempre acostumou a ouvir, entendeu." E a gente não vai abrir mão disso. Vocês nunca vão ver no nosso fanzine, a gente falar mal de alguma coisa, porque se a gente for falar mal, a gente não fala. E eu queria falar pra vocês o seguinte, meu, se vocês..., o mais que vocês puderem tocar aqui no ABC, seria ótimo pra gente aqui, porque a banda é muito boa, e pra vocês. Vocês tocando aqui..., com o estilo de pessoal que tem por aqui vocês conseguem angariar um pessoal que vai acompanhar vocês. É um toque que a gente dá que tá no caminho.
TATÁ - É um elogio muito grato pra gente que 'a banda é boa', mas o que faz a banda ficar a cada dia um pouquinho melhor é a gente achar que ainda não tá bom. Então, a gente acha que ainda não tá bom e faz alguma coisa a mais pra melhorar no dia seguinte.
YP - Agora a última pergunta, que não é na verdade uma pergunta, mas sempre termina assim as entrevistas, é o tema livre. Agora vocês falam o que vocês quiserem pra terminar.
TATÁ - Eu queria agradecer a oportunidade de vocês pra mostrar o nosso trabalho e dizer que, meu, rock'n'roll é pra sempre.
Koolu - É..., não só também vocês, meu, pela força, o Dr. Rock que tá aqui presente. 'Brigadão, meu, pela força. E toda galera que, meu, tem toda uma galera que tá acreditando na gente, meu, tá dando uma força muito grande, e sem eles a gente não ia conseguir fazer, né, que é o pessoal que tá patrocinando, colaborador que emprestou coisa pra gente, abriu mão, sabe, fez mil coisas pra gente. Exatamente igual vocês, curtiram a banda e deram a maior força e...
ALE - ... e a Brasília passou.
Koolu - ... e a Brasília passou. É muito bom, que é um sonho que tá sendo realizado de estar tocando numa banda de rock e estar com três irmãos aqui tocando, mesmo... o negócio pra frente, apesar dos quebra-paus que rolam quase sempre. Meu, rolam quebra-paus, rolam igual casamento. Então, bicho, nós estamos na estrada, aí, acreditando e espero que as pessoas acreditem e dêem força também. Eu quero agradecer vocês muito, meu, va | |